A Lenda de Candyman

    Nia Dacosta
    A Lenda de CandymanA Lenda de Candyman
    (2021)

    Trailer

    Sinopse

    Desde que os moradores se lembram, os projetos habitacionais do bairro Cabrini Green, em Chicago, eram aterrorizados por uma história sobre um assassino sobrenatural com um gancho na mão, invocado por quem repete seu nome cinco vezes no espelho. Nos dias atuais, o artista visual Anthony McCoy e sua namorada, diretora da galeria, Brianna Cartwright, se mudam para Cabrini, onde Anthony encontra uma nova fonte de inspiração, que desencadeia uma onda de violência.

    Ficha técnica

    Por que assistir a este filme?

    Em ‘O Mistério de Candyman’, de 1992, o diretor Bernard Rose levou para as telonas a história de Candyman, uma assombração assassina com um gancho na mão e abelhas que saem da boca. Dava um certo medo e dava indícios de como aquela onda de slashers dos anos 1980 (‘Sexta-Feira 13’, ‘A Hora do Pesadelo’) estava simplesmente perdendo força. Tudo já estava se tornando genérico, mais do mesmo. Eis que quase 30 anos depois, Nia DaCosta, Jordan Peele e Win Rosenfeld mostram como se faz um reboot. Em ‘A Lenda de Candyman’, DaCosta (do também elogiado ‘Passando dos Limites’) atualiza a trama. De forma semelhante ao que foi feito em ‘O Homem Invisível’, Candyman deixa de ser apenas uma assombração que sai matando por aí para ser, de fato, algo a mais -- sua existência, assim como suas particularidades, passam a ter significado claro para a audiência. Tem não só crítica social, como também muita reflexão a partir de pequenas sacadas do roteiro assinado pelo trio DaCosta, Peele (‘Corra!’) e Rosenfeld. A origem do Candyman, a história dos doces e das abelhas, seu visual, o motivo de sua violência. Tudo é explicado em um roteiro enxuto, com apenas algumas derrapadas no didatismo e no excesso de explicação, e que faz muito sentido. Mas que, acima de tudo, é muito relevante para o mundo no momento que o novo filme chega. Ao longo da história, dá para se arrepiar, se emocionar e, é claro, levar alguns sustos -- ainda que não seja o foco de Nia, que nunca recai no terror barato. Um filmaço, daqueles potentes e necessários, que mostram que reboots e remakes não são sempre ruins. É preciso apenas ter boas ideias e bons realizadores por trás.

    Matheus Mans

    Matheus Mans

    Editor do Filmelier

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