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Amazon Prime Video anuncia medidas para evitar sobrecarga durante a quarentena

Serviço de streaming anunciou redução na taxa de bits para transmissão de vídeos sem queda na qualidade de streaming

Matheus Mans   |  
27 de março de 2020 12:59
- Atualizado em 31 de março de 2020 12:08

Seguindo os passos de Netflix, Globoplay e YouTube, o Amazon Prime Video também começou a reduzir a qualidade de streaming no País. A decisão surge para evitar uma sobrecarga na rede de internet. Afinal, por conta da quarentena e do distanciamento social no combate ao novo coronavírus, mais pessoas estão em casas e consumindo vídeos sob demanda.

Segundo a empresa, a plataforma começou a reduzir as taxas de bits usadas para transmitir conteúdo, mas manteve a qualidade oferecida no streaming. Assim, 4K e Full HD, suprimidos no Globoplay e YouTube, vão continuar disponíveis. A Amazon, porém, não deu mais detalhes técnicos.

“Apoiamos a necessidade de um gerenciamento cuidadoso dos serviços de telecomunicações para garantir que eles possam lidar com o aumento da demanda da Internet com tantas pessoas agora em casa, em período integral, devido ao covid-19”, disse a empresa por meio de nota à imprensa.

“O Amazon Prime Video está trabalhando com autoridades locais, provedores de serviços móveis e provedores de serviços de Internet, quando necessário, para ajudar a mitigar qualquer congestionamento da rede, inclusive no Brasil, onde já começamos o esforço para reduzir as taxas de bits de streaming, mas buscando manter uma experiência de streaming de qualidade para nossos clientes”, finalizou a plataforma.

Sede da Amazon, que opera o Prime Video
Sede da Amazon nos Estados Unidos (Crédito: Flickr/SounderBruce)

Redução do streaming

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Vários serviços de streaming estão reduzindo a taxa de bit rate — ou seja, o fluxo da transferência de vídeo na rede de internet. O objetivo é diminuir o impacto da transmissão de vídeos pela internet. Uma sobrecarga poderia não apenas ocasionar quedas de conexão de quem está assistindo, como os serviços essenciais à sociedade, como saúde, educação e comunicação.

O volume de dados no Brasil aumentou entre 25% e 30% desde a semana passada, segundo o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). É um recorde em volume de dados para as redes brasileiras, chegando a 10 terabits sendo enviados por segundo (Tb/s) no fluxo da rede.