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Disney+ anuncia que terá versão mais barata, com publicidade, em breve

Empresa afirmou que o novo modelo de assinatura chega aos EUA no final de 2022, sendo expandido para outros países em 2023

4 de março de 2022 19:09
- Atualizado em 7 de março de 2022 12:15

Se você quer curtir o Disney+ e acha que o valor da assinatura é muito caro, aqui vai uma boa notícia: The Walt Disney Company anunciou nesta sexta, 4, que irá disponibilizar em breve uma versão com publicidade e, por isso, com um valor de assinatura mais barato.

A nova opção será lançada primeiro nos EUA “no final de 2022”, informa a empresa. Nos mercados internacionais, incluindo o Brasil, a novidade será introduzida em 2023.

Trocando em miúdos, funcionará da seguinte forma: você poderá pagar um valor menor da mensalidade e, em compensação, a Disney veiculará publicidade no serviço do streaming, “inteirando” o preço da assinatura, digamos assim. Os planos atuais, sem publicidade, vão continuar disponíveis.

Publicidade

Hoje, o valor cheio do Disney+ nos Estados Unidos é de US$ 7,99. É possível imaginar algo por volta dos US$ 4 ou US$ 5 no novo plano. No Brasil, o serviço custa R$ 27,90. Talvez, um plano com publicidade chegue próximo ao que é cobrado por Amazon Prime Video (R$ 9,90) e Paramount+ (R$ 19,90), ambos sem anúncios.

Disney+ e suas cinco marcas: Disney, Pixar, Marvel, Star Wars e National Geographic
As cinco marcas principais dentro do Disney+ (crédito: divulgação / Disney)

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“Expandir o acesso ao Disney+ para um público mais amplo a um preço mais baixo é uma vitória para todos – consumidores, anunciantes e nossos contadores de histórias”, disse Kareem Daniel, presidente da Disney Media and Entertainment Distribution, em um comunicado oficial. “Mais consumidores poderão acessar nosso conteúdo incrível. Os anunciantes poderão atingir um público mais amplo e nossos contadores de histórias poderão compartilhar seu incrível trabalho com mais fãs e famílias.”

O AVOD – ad-supported video on demand, da sigla em inglês – está se popularizando em todo o mundo. Existem plataformas 100% gratuitas, sem qualquer assinatura, como a Pluto TV, Vix e Net Movies. Porém, em mercados como EUA e Índia, vem se expandindo o modelo híbrido, onde plataformas oferecem uma assinatura mais barata em troca de publicidade. É o caso, na terra do Tio Sam, do Paramount+, do ESPN+ e do Hulu – os dois últimos dentro do guarda-chuva da Disney.

Disney na guerra do streaming

Ainda que não esteja dito no comunicado, a medida é mais um movimento importante do Disney+ dentro da chamada “guerra do streaming”. Os investidores de Wall Street vem demandando que as plataformas expandam a sua base de assinantes em todo o mundo, ao mesmo tempo em que se preocupam com os altos investimentos na produção de conteúdo para alcançar tal objetivo.

Nos últimos seis meses, por exemplo, as ações da perderam Disney 23% do seu valor – muito por conta das preocupações com a concorrência no VOD.

Com uma versão AVOD, agora o Disney+ poderá atrair consumidores que, antes, não poderiam pagar o preço cheio – ou simplesmente não acreditavam que o valor era adequado ao catálogo oferecido pela plataforma. Com um plano mais barato, essa barreira diminuirá.

Desde o seu lançamento, o Disney+ vem testando outras formas de rentabilizar com a sua base - entre elas esteve o Premier Access, que não foi mais utilizado (crédito: reprodução / Disney)
Desde o seu lançamento, o Disney+ vem testando outras formas de rentabilizar com a sua base – entre elas esteve o Premier Access, que não foi mais utilizado (crédito: reprodução / Disney)

De acordo com o último balanço da empresa, as plataformas de streaming do Mickey fecharam 2021 com 42,9 milhões de assinantes nos EUA e Canadá e 41,1 milhões no resto do mundo – além de outros 45,9 milhões de assinantes do Disney+ Hotstar, que só existe na Índia e possui um modelo próprio em relação ao resto do globo.

No total, são quase 130 milhões de assinantes. O objetivo é chegar a algo entre 230 e 260 milhões em 2024. Para comparação, a Netflix tem, hoje, 222 milhões de assinaturas.

Ressalta-se que própria veiculação de publicidade é um trunfo por si só. Afinal, a empresa fundada pelo sr. Walt poderá rentabilizar esses assinantes garantindo uma receita talvez até maior do que seria obtida com a mensalidade usual. Além disso, o grupo possui dentro de casa uma série de produtos e serviços que poderão aproveitar o espaço, indo de brinquedos licenciados a até as outras plataformas de streaming.

O mercado, certamente, ficará de olho na expansão internacional do modelo AVOD do Disney+. É possível que plataformas concorrentes, que já operam com o modelo nos EUA, se sintam encorajadas a fazer o mesmo por aqui – como Paramount+ e HBO Max.

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