“É uma homenagem”, diz Sophie Charlotte sobre ‘Meu Nome é Gal’ “É uma homenagem”, diz Sophie Charlotte sobre ‘Meu Nome é Gal’

“É uma homenagem”, diz Sophie Charlotte sobre ‘Meu Nome é Gal’

Com recorte no tempo bem específico, ‘Meu Nome é Gal’ busca celebrar a Gal Costa artista e pessoa

Matheus Mans   |  
10 de outubro de 2023 15:22

Seguindo em uma direção oposta ao que acontece com grande parte das cinebiografias brasileiras, Meu Nome é Gal não quer, de forma alguma, contar nascimento, vida e morte da cantora de clássicos como Baby e Folhetim. O longa-metragem, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 12 de outubro, tem um objetivo bastante claro e bem específico: contar a história do nascimento de Gal Costa como artista, deixando a Maria da Graça para trás de uma vez.

“Nosso filme conta, através dos olhos da Gal, como ela viveu aquele momento e transformou em sua obra, em sua arte, de forma tão revolucionária e firme. É uma homenagem à altura dela”, diz a atriz Sophie Charlotte, que interpreta Gal Costa na cinebiografia, em entrevista coletiva na segunda, 9, com a participação do Filmelier. “É um recorte de tempo que aponta para a grandiosidade desses artistas que hoje sabemos que são estandartes da nossa cultura”.

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É exatamente isso que Sophie falou: artistas, no plural. Coletivo. Apesar de Meu Nome é Gal focar na história da cantora, é impossível ignorar o entorno. Gal Costa foi moldada, nascida e criada em um tempo em que o Brasil estava em ebulição, política e culturalmente. Era Ditadura Militar, anos 1970. As coisas nas ruas começavam a ficar mais difíceis. Enquanto isso, ela se conectou, em alma e música, com nomes que também surgiam, como Caetano e Gil.

Cena do filme Meu Nome é Gal
Sophie Charlotte interpreta uma Gal Costa sob medida (Crédito: Paris Filmes)

Esse é o recorte no tempo de Meu Nome é Gal, que começa com o encontro dela com esses artistas, em uma espécie de retiro de artistas, até o momento que lança o show histórico Fa-Tal. “O recorte pulou pra gente”, diz a diretora Lô Politi, que comanda o filme ao lado de Dandara Ferreira. “Queríamos um filme que mostrasse o movimento interno da Gal, não apenas da carreira. A gente não queria algo que fosse do corpo para fora, mas do corpo para dentro”.

Meu Nome é Gal: um filme coletivo e feminino

Seguindo essas características centrais, a cinebiografia de Gal Costa é um filme que, inicialmente, parece bem fora dos padrões das produções do gênero. Tem apenas uma cena da infância da cantora e poucos momentos de explosão. É um filme calmo, centrado, às vezes até mesmo triste. Reflete o âmago de Gal na tela. É o reflexo, enfim, do que ela era.

Com isso, o filme acaba sendo coletivo e feminino. Coletivo, pois Gal se formou em grupo. O nascimento artístico dela surgiu junto com o da Tropicália, esse movimento artístico que mexeu com as estruturas da arte no Brasil e que não deixou pedra sob pedra em momento de tensão política. No entanto, se fosse um filme do coletivo, e apenas isso, Meu Nome é Gal poderia ser excessivamente masculino. Muito Caetano, Gil, Tom. Com Gal, acaba florescendo o feminino.

“Sempre estudei Gal e algo me incomodava: tudo sobre a Tropicália era muito masculino, apesar de ela ser a voz [do movimento]”, diz Dandara, a diretora. “Quando você vai pesquisar, a gente acha vozes masculinas falando sobre o movimento e eu sempre quis ouvir mais a voz de Gal. O que ela tem a dizer? Isso é tão difícil de achar. No filme, nós trazemos o olhar de Gal. Pode até não ser através do discurso, mas através de sua música e de seu corpo”.

Meu Nome é Gal está em pré-venda nos cinemas. Clique aqui para garantir seu ingresso.

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