CANNES

Festival de Cannes se torna incerteza em 2020

Realização do evento, remarcada para ser entre junho e julho, foi cancelada por novas restrições do governo francês; organização busca saídas

Matheus Mans   |  
14 de abril de 2020 13:50
- Atualizado em 17 de junho de 2020 12:32

Depois do adiamento para junho ou julho, o Festival de Cannes se tornou uma incerteza. Após novas restrições do governo francês por conta do coronavírus, a organização do evento emitiu um comunicado nesta terça-feira (14) comentando a impossibilidade de manter o Festival na data desejada. Agora, os organizadores buscam saídas, mas sem nada concreto.

Afinal, ao contrário do primeiro adiamento, a organização do evento não deu indicativos de que busca datas. Mas sim, novos formatos de exibição.

Festival de Cannes não é certeza em 2020 (Crédito: divulgação/Festival de Cannes)

“É claramente difícil supor que o Festival de Cannes poderá ser realizado este ano em sua forma original”, disse a organização em comunicado. “Desde ontem à noite, iniciamos muitas discussões com profissionais [da indústria]. Eles concordam que o Festival deve explorar todas contingências que permitam apoiar [a realização do evento] de uma maneira ou de outra”.

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A organização do Festival, porém, não deu detalhes de quais são essas “contingências”. Além disso, é bom lembrar de que Cannes é mais do que a competição de longas e curtas-metragens. Há, nos bastidores, intensas negociações entre produtoras, estúdios e distribuidoras para acordos ao redor do mundo – a maioria delas no chamado Marché du Film, o Mercado de Filmes de Cannes.

Pegada digital

Anteriormente, a organização rejeitou a realização de um evento digital, como fez o SXSW. “Para Cannes, com sua alma, sua história, sua eficiência, é um modelo que não funcionaria. O que é um festival virtual? Uma competição digital?”, disse o diretor-geral do Festival, Thierry Fremaux.

No caso do SXSW, cancelado por conta do novo coronavírus, a organização fez uma parceria com o serviço de streaming Amazon Prime Video para exibir conteúdos da competição diretamente em formato digital. Mas produtoras não se sentiram confortáveis com a possibilidade e “fugiram” do acordo.