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Cena de ‘Filhos do Ódio’ revela como fake news separavam a sociedade já em 1961

Trecho exclusivo do filme traz o rádio, o WhatsApp da época, propagando informações mentirosas sobre o Movimento dos Direitos Civis

23 de junho de 2021 19:31

Se em 2021 temos o problema das informações falsas que circulam nas redes sociais (principalmente no WhatsApp), não podemos dizer que essa é uma questão nova. Em 1961 as chamadas fake news não só já existiam, como tinham o mesmo efeito de hoje: ampliar as diferenças e o ódio entre os grupos da sociedade.

É o que revela a cena exclusiva de ‘Filhos do Ódio‘, longa-metragem produzido por Spike Lee que está chegando ao streaming nesta semana. No filme, Lucas Till (da nova versão de ‘MacGyver’) é um neto de líderes da Ku Klux Klan que, contra a vontade da família, questiona o racismo e se junta aos negros na luta contra a injustiça social no sul dos EUA, no começo dos anos 1960.

A cena, compartilhada pela distribuidora Synapse aos leitores do Filmelier, é bem no começo da trama, e detalha como o rádio era usado para disseminar o ódio contra aqueles que queriam igualdade – transformando “cidadãos pacatos” em agressores raivosos, atacando aqueles que protestavam. A justificativa? De que, em plena Guerra Fria, quem marchava estava à mando da União Soviética comunista.

Provando que, na história, muita coisa se repete – e sempre como farsa.

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Assista a seguir:

O filme está sendo lançado com opções para alugar ou comprar nas plataformas NOW, YouTube, Apple TV, Google Play e Vivo Play.

‘Filhos do Ódio’ é dirigido por Barry Alexander Brown (que trabalhou como editor de Lee em diversos longas, incluindo ‘Faça a Coisa Certa‘ e ‘Infiltrado na Klan‘) e, além de Till, conta com Lucy Hale (‘Pretty Little Liars’) no elenco.

* A Synapse pertente ao mesmo grupo que o Filmelier.

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