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‘Incompatível’ mostra como o ambiente virtual influencia na vida das pessoas
Nathália Dill, Johnny Araújo, Giovanna Lancellotti e Fábio Gullane falam sobre o longa-metragem, que estreia nesta quinta (28) nos cinemas brasileiros
Cancelamento, lacração, geração Z. Todos esses temas, intimamente conectados com o ambiente digital, fazem parte da trama de ‘Incompatível’, longa-metragem de Johnny Araújo (‘Legalize Já: Amizade Nunca Morre’, ‘Chocante’) que chega aos cinemas nesta quinta, 28.
Na história, Fábio (Gabriel Louchard) é um cara romântico que está prestes a se casar com a garota dos seus sonhos (Giovanna Lancellotti). Só que seu relacionamento acaba, do dia para a noite, quando a noiva faz um teste de compatibilidade proposto pela influencer Patricia Bacchi (Nathália Dill).
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A partir daí, acontece de tudo. Louchard, que trabalha em uma loja de tapetes, decide entrar no mundo online, para travar uma guerra com a youtuber para se vingar. A partir daí, Araújo faz o que sabe fazer de melhor: comédia, com humor leve, misturado com um romance inesperado. “As relações através da internet são um tema super atual”, diz Nathália Dill, em coletiva de imprensa. “A Patrícia representa a lacração, ela gosta de lacrar, de falar as verdades. Vamos refletindo melhor sobre isso. O filme fala sobre isso de querer lacrar, mas mostra que existe um caminho do meio”. Dill e Louchard são os protagonistas de ‘Incompatível’ (Crédito: Divulgação/20th Century Studios)
O filme foi gravado antes da pandemia e precisou esperar as coisas melhorarem para chegar às telonas. Com isso, uma das principais apostas de Johnny Araújo para a história se torna o ponto mais acertado da trama: a atemporalidade da história, que transpassa gerações e tempos. “[A comédia] é um gênero que se torna atemporal. O ser humano vive isso em qualquer tempo”, diz Araújo. “Minha filha tem 16 anos e se identificou. É uma comédia sobre o ser humano com as mídias sociais como pano de fundo. Se fosse o contrário, talvez a gente ficasse fora do tempo”. No entanto, vale ressaltar que ‘Incompatível’ não segue pelo caminho mais óbvio no humor. “O filme nos faz rir, mas também nos emociona. Nos faz pensar sobre o quanto somos influenciáveis pelo universo digital, assim como questionar quanto somos donos de nossas decisões”, diz Lancellotti. Com isso, mesmo sendo leve, divertido e bonitinho na medida certa, ‘Incompatível’ traz emoção e reflexão para evitar que apenas passe batido. “O filme tem um poder de discurso com as histórias de amor universais”, resume o produtor Fábio Gullane. “‘Incompatível’ dialoga muito com as questões que vivemos hoje em dia. A gente introduziu isso das redes sociais, mas mesmo que a gente tivesse trabalhado com outro elemento que não as mídias digitais, a mesma história de amor poderia ser contada”.