milagre-cela7

Na pandemia, assinantes da Netflix consomem mais conteúdo estrangeiro

De acordo com declarações de Reed Hastings, CEO da Netflix, pandemia acelerou consumo estrangeiro na plataforma de streaming

Matheus Mans   |  
24 de junho de 2020 12:22
- Atualizado em 25 de junho de 2020 10:02

Reed Hastings, CEO da Netflix, revelou uma informação interessante sobre o comportamento de seus 183 milhões de assinantes à rádio da BBC. Segundo ele, as pessoas assistiram a mais conteúdo estrangeiro durante a pandemia. Isso inclui os EUA, público reticente com as produções “de fora”.

Segundo a percepção de Hastings, isso se deve por conta de que produções como ‘La Casa de Papel’ “se traduzem através das fronteiras porque refletem verdadeiras universais”. Assim, com as mudanças de hábito das pessoas tiveram na quarentena, viu-se uma mudança de comportamento.

“Isso ocorre porque as pessoas tiveram mais tempo para explorar nosso serviço”, afirmou Hastings. “Em parte, é porque estamos descobrindo que, quanto mais globais nos tornamos, mais importante é trabalharmos com criadores locais e autênticos que falam com todos os públicos”, finaliza.

Hastins é o CEO da Netflix (Crédito: Divulgação/Netflix)

Vale ressaltar que Hastings disse isso de uma maneira universal, dentro do contexto e realidade de cada país. No Brasil, por exemplo, o público já está mais acostumado a acessar conteúdo estrangeiro, por conta da predominância dos EUA na plataforma. No entanto, na pandemia, produções de outros países também começaram a entrar no radar do Brasil.

Números da Netflix

Publicidade

Nessas afirmações de Hastings sobre o conteúdo estrangeiro da Netflix, o executivo citou nominalmente a série ‘La Casa de Papel’. E deu mais informações sobre o desempenho do programa. Segundo ele, a produção atingiu um total de 65 milhões de assinantes durante sua quarta parte.

Segundo ele, este é um movimento inédito do que se vê normalmente nos Estados Unidos. “Estamos criando conteúdo que contraria o que normalmente é exportado para Hollywood”, afirmou o CEO da Netflix.

No final, esse movimento é importante para o serviço de streaming. Afinal, cerca de 86% dos 15,7 milhões de novos usuários do primeiro trimestre, o que representa 13,5 milhões, estavam fora dos Estados Unidos e Canadá.