Garota da Moto

    Luis Pinheiro
    Garota da MotoGarota da Moto
    (2021)

    Trailer

    Sinopse

    Joana, uma jovem mãe que trabalha como motogirl, descobre acidentalmente uma fábrica de trabalho escravo. Depois de enfrentar os bandidos, ela ganha outro problema: o chefe do esquema de segurança que controlava o esquema de exploração precisa provar sua eficiência depois desse fracasso. Para isso, ele decide que irá matar Joana e quem mais estiver com ela.

    Ficha técnica

    Por que assistir a este filme?

    Filme derivado da série exibida pelo SBT e pela Amazon Prime Video, ‘Garota da Moto’ é mais um exemplar de como o cinema de ação no Brasil ainda pode encontrar seu espaço. O longa-metragem, dirigido por Luis Pinheiro (do divertido ‘Mulheres Alteradas’), conta a história de Joana (Maria Casadevall, entrando no lugar de Chris Ubach), uma motogirl que, durante seu trabalho, cruza com uma quadrilha de trabalho escravo. Faz sua própria Justiça. A partir daí, se torna alvo de criminosos, principalmente de um homem que parece ter controle do crime organizado de São Paulo -- e, apesar dos exageros do personagem, é bem interpretado por Roberto Birindelli. A partir daí, começa o clássico "gato e rato". É, assim, um filme de boas intenções que, depois da série, dá mais força e mais autonomia para a personagem de Casadevall. Ela vai atrás da vingança e faz sua própria Justiça. Com isso, o longa-metragem tem ganhos e perdas. Ganha, primeiramente, ao fortalecer a personagem e fazer com que ela vá além de uma simples briga com outra mulher -- e, veja só, causada por um homem. No entanto, por outro lado, essa mudança de postura exige roteiro e direção mais afiados para tornar essa personagem mais crível e natural. E isso simplesmente não acontece. Enquanto o bom ‘O Doutrinador’ abraça o fantástico, para falar de outro filme brasileiro de um vingador, ‘Garota da Moto’ se leva muito a sério. A personagem perde a oportunidade de evoluir, principalmente com uma atuação mecânica de Casadevall. E a história fica engessada e pouquíssimo crível, com situações pouco naturais. Ainda assim, a ação funciona nas mãos de Pinheiro, que consegue dar ritmo e força para a trama. Poderia ser melhor? Sem dúvidas. Mas é um bom caminho para que o cinema nacional “de gênero” encontre cada vez mais sua própria voz e seu espaço.

    Matheus Mans

    Matheus Mans

    Editor do Filmelier

    Onde assistir?

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