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Quatro histórias distintas ilustram a difícil busca pela liberdade num país extremamente autoritário.
Trailer
Dica: Em uma corrida pelo interior dos EUA, um carro vermelho descobre o valor da amizade.

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"Que filme mais bonito e impactante é ‘Não Há Mal Algum’, que recebeu o prêmio máximo no Festival de Berlim. Na trama, dirigida pelo iraniano Mohammad Rasoulof, acompanhamos quatro histórias totalmente distintas sobre o mesmo tema: pena de morte adotada pelo governo do Irã. A partir daí, são vários os olhares e ângulos colocados em perspectiva pelo longa-metragem na telona: um homem de vida comum e profissão misteriosa; um soldado que não quer ser responsável por aplicar a pena de morte; um rapaz que vive com os fantasmas da profissão; por fim, um curta que segue um caminho emocional. Apesar de vermos quatro histórias distintas e sem conexão clara entre elas, como ‘Relatos Selvagens’, não há falta de coesão nesse filme de Rasoulof. Afinal, por mais que sejam personagens em situações completamente distintas, eles conversam a partir de suas dores, medos, angústias e pesadelos, sempre guardados na consciência moral e em suas memórias. Além disso, engana-se quem pensa que ‘Não Há Mal Algum’ é um filme apenas sobre pena de morte. O diretor, na verdade, se vale desse tema para ir além e, assim, construir uma narrativa que faça uma crítica contundente ao sistema autoritário do Irã -- a inserção da música ‘Bella Ciao’, hino contra o fascismo durante a Primeira Guerra Mundial, não é gratuita. É um longa bonito, bem produzido e poderoso, mas também serve como um importante filme-denúncia. Encontra meio de acusar por meio da arte e pelas histórias naturais e muito bem contadas que o cinema árabe vem proporcionando."