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Em um deserto pós-apocalíptico infestado por astros do pop, Bob Cuspe luta pela sobrevivência.
Trailer
Dica: Em uma corrida pelo interior dos EUA, um carro vermelho descobre o valor da amizade.

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"‘O Menino e o Mundo’, ‘Uma História de Amor e Fúria’, ‘Tito e os Pássaros’, ‘Lino’ e, agora, ‘Bob Cuspe: Nós Não Gostamos de Gente’. A animação brasileira nos anos 2010 e 2020 mostrou amadurecimento e apontou para um caminho interessante, valorizando a cultura brasileira, o traço original e a nossa história. Dirigido e roteirizado por Cesar Cabral, ‘Bob Cuspe’ é mais uma amostra disso. O longa-metragem acompanha a jornada do querido e celebrado personagem criado por Angeli e que dá título ao filme. No entanto, engana-se quem pensa que a história é "normal". Por aqui, Cabral se vale dos personagens que povoam a imaginação do cartunista para, justamente, fazer um mergulho nessa mente. Começamos Bob Cuspe como se fosse um documentário animado para, logo em seguida, ganhar ares criativos. Angeli, afinal, está em crise — e quando não está, não é mesmo? A mente dele é um deserto de ideias, um espaço árido. Bob Cuspe, junto de outros personagens clássicos do cartunista, foram esquecidos e estão em direção ao Vale da Morte. O que acompanhamos nesta animação recheada de habilidade e cuidado são esses personagens (incluindo Bob Cuspe, é claro) tentando dar um jeito de entrar em contato com Angeli para, enfim, conseguirem se salvar. Com ares de ‘Anomalisa’, há sacadas visuais e narrativas bem engenhosas por parte de Cabral. Ele, munido de personagens eternizados em publicações como a Chiclete com Banana, vai acrescentando camadas cada vez mais profundas não só na mente de Angeli — tratado aqui como personagem e fio condutor — como também na dos personagens, complexos e vívidos. A sensação é de que temos, em ‘Bob Cuspe’, uma espécie de amostra da cultura underground (e popular?) brasileira."