Zona de Confronto (Shorta) é um thriller dinamarquês recheado de tensão, com uma narrativa crua, ácida e realista. Em vários momentos ele nos recorda obras como La Haine ou Os Miseráveis, de Ladj Ly. A narrativa acompanha dois policiais em patrulha por um bairro marginalizado de Copenhage quando é noticiada a morte de um jovem árabe sob custódia policial. A tensão ferve e explode, e em pouco tempo o bairro em que os policiais estão é tomado por protestos, e o ambiente se torna completamente insalubre e perigoso para os dois policiais. Com esse cenário composto, somos encaminhados para um thriller de ação e sobrevivência durante uma longa noite, onde o predador se torna a presa e os dois personagens e mais um adolescente tomado sob custódia com eles precisam escapar desse labirinto urbano de violência. Dotado de cenas muito bem coreografadas, uma bela cinematografia e um crescendo de tensão constante que não deixa o expectador respirar, o filme é uma ótima peça de gênero. Seu maior trunfo porém é seu posicionamento sociopolítico, que não coloca os policiais em uma falsa perspectiva de heroísmo, e retrata muito bem as nuances e implicações de todo o confronto gerado por tensão racial, evitando a marginalização estereotipada de grupos sociais, pelo contrário, fazendo uma representação crua da violência policial. O longa foi exibido em diversos festivais, inclusive Veneza e Roterdam.
Estrelado por Omar Sy (Intocáveis), este é um drama de guerra franco-senegalês que estreou na mostra "Un Certain Regard" no Festival de Cannes 2022. Sy, que também é produtor do filme, entrega uma atuação impactante e fora de seu lugar de conforto, enquanto a trama baseada em uma história pouco contada da Primeira Guerra é um retrato emocionante da relação pai e filho. O filme é uma tentativa interessante de examinar o colonialismo francês e foi sucesso de bilheteria na França.
Atentado em Paris (Bastille Day) é um filme de ação eletrizante que combina perseguições frenéticas, conspirações políticas e cenas intensas pelas ruas da capital francesa. A trama acompanha um agente rebelde da CIA, vivido por Idris Elba, que se vê forçado a unir forças com um jovem batedor de carteiras, interpretado por Richard Madden (Game of Thrones), para impedir um ataque terrorista. Com ritmo acelerado e uma dupla improvável, o longa diverte e prende a atenção desde os primeiros minutos — ideal para quem curte ação com estilo europeu e um toque de humor ácido.




