Quem ama gastronomia e cinema já encontrou um filme para assistir! Estrelado por Stephen Graham (conhecido por Peaky Blinders e por criar e estrelar a série de sucesso da Netflix, Adolescência), O Chef é uma produção britânica que traz as “aventuras” de um chef de cozinha durante uma conturbada noite de trabalho - na qual precisa lidar com inspeções sanitárias, críticos e até com um cliente passando por uma severa reação alérgica. Dessa forma, em poucas horas, é condensado um pouco da realidade das cozinhas - que, apesar de dura, é gratificante para os seus profissionais. Os cozinheiros vão se identificar, enquanto o público em geral vai conhecer essa realidade para além dos reality shows como Master Chef.
Vermiglio é um filme da diretora Maura Delpero, que recebe o nome de uma comuna nos Alpes italianos. A trama se passa durante a Segunda Guerra Mundial e segue um soldado desertor que retorna à aldeia nas montanhas. Lá, ele muda a vida da família do mestre local ao se apaixonar pela filha dele. No entanto, os segredos familiares e a presença do soldado levarão todos a um destino inesperado. Vermiglio é um daqueles filmes que buscam uma imersão total na época em que se passa, com uma belíssima fotografia naturalista filmada no local, misturando atores profissionais e moradores locais que atuam usando o dialeto da aldeia. Além dessa imersão, o filme oferece uma narrativa que exige paciência, mas recompensa com suas surpresas sutis. Além disso, foi o vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Veneza.
Parthenope: Os Amores de Nápoles é um filme do cineasta italiano Paolo Sorrentino (A Grande Beleza), e, como tal, sofre de muitas de suas virtudes e vícios recorrentes. A trama segue a protagonista homônima (uma hipnótica Celeste Dalla Porta) através de sua juventude, vida universitária, sua relação peculiar com seu irmão, encontros casuais com escritores, grandes atrizes, e por aí vai. Como bom filme de Sorrentino, possui uma beleza visual inegável, além de um roteiro repleto de aforismos melancólicos sobre a natureza da vida, do amor, da identidade italiana e, em particular, de Nápoles, a cidade onde se passa a maior parte da trama. No entanto, conforme a história avança, agradando-se de seus excessos, essa beleza se torna um pouco superficial. A narrativa acaba diluindo suas ideias sobre abraçar a vida, e, embora consiga manter algo daquele espírito poderoso, tão nostálgico quanto absurdista, fica uma certa dúvida sobre o que tudo aquilo significou. Um filme lindo, mas um tanto excessivo, que fica um pouco abaixo dos melhores esforços de Sorrentino.
Vencedor do Oscar de Melhor Documentário, Um Zé Ninguém Contra Putin (Mr Nobody Against Putin) acompanha um professor russo que passa a registrar por dentro a propaganda de guerra e o avanço do autoritarismo nas escolas do país. Dirigido por David Borenstein e Pavel Talankin, o filme transforma um gesto de resistência individual em um retrato urgente sobre medo, manipulação e coragem. O resultado é um documentário sóbrio, potente e profundamente inquietante.