Scott Adkins é um dos representantes do “cinema brucutu” atual, acumulando diversos papeis em filmes de ação e porradaria com baixo orçamento – e participação em blockbusters como Doutor Estranho e, claro, Os Mercenários 2. Implacável é, certamente, um dos pontos altos da carreira do ator, vivendo um homem que é enganado, preso e transformado pela vida na cadeia. Após sair como um “novo homem”, vai em busca de vingança contra aqueles que o botaram lá. As cenas de ação possuem ótima coreografia (e muito sangue). Um filme de ação puro e simples, para divertir os fãs do gênero.
Após os eventos do quarto filme da franquia, John Rambo vive uma vida relativamente feliz no sítio que era de seu pai, no Arizona, e cria uma jovem, chamada Gabriela, como se fosse a sua própria filha. Porém, a adolescente resolve fugir e ir até o México em busca do pai biológico, o que a coloca nas mãos de um grupo internacional de traficantes de mulheres. A partir daí, ‘Rambo: Até o Fim’ traz uma busca desesperada do pai de criação, em um roteiro que flerta com a dramaticidade do primeiro longa-metragem da franquia (o ótimo ‘Rambo: Programado para Matar’) e, em seu último ato, entrega o sangue e a brutalidade que marcaram ‘Rambo 4’. O resultado final é duro, cru e impactante, seja pela violência contra a mulher ou pela crueldade da vingança do protagonista. Desigual, com momentos melhores do que outros, o quinto filme da franquia certamente irá saciar a vontade dos fãs – ainda que deixe um gosto amargo ao nos revelar a crueldade do mundo real.
Nicolas Cage é, sem dúvida alguma, um dos atores mais prolíficos de Hollywood, capaz de papéis memoráveis como em Despedida em Las Vegas (que lhe valeu ao Oscar) e em Adaptação, passando por farofas de ação como Con Air e chegando a produções B em que o excesso (para o bem ou para o mal) são a principal atração. Ajuste de Contas se enquadra neste último quesito, com um Cage vivendo um ex-detendo em busca de vingança em uma história cheia de violência. Há muito clichê? Ah, sim. Mas há também sequências interessantes para os amantes do gênero, colocando a estrela quase que como um novo Steven Seagal dos filmes de ação.
A Duquesa Vingadora vale a sessão por oferecer uma trama de vingança liderada por uma mulher em um universo tradicionalmente masculino. O filme entrega ação física, violência estilizada, quebra de quarta parede, locações que misturam o urbano e o glamouroso, e uma protagonista que assume o comando tanto na narrativa quanto nos bastidores. Charlotte Kirk assume como atriz, roteirista e produtora, enquanto Neil Marshall (Abismo do Medo, The Reckoning) dirige com ritmo e visual marcante. Para quem gosta de thrillers de máfia com pegada autoral e personagens femininas fortes, é uma boa pedida.