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“Jefinho é o brasileiro com sonho da carreira artística”, diz Rodrigo Sant’Anna sobre ‘Os Suburbanos’

Protagonista e roteirista, Rodrigo Sant’Anna leva ‘Os Suburbanos’ para a tela grande após sucesso no teatro e na televisão

Matheus Mans   |  
6 de outubro de 2022 18:01

Falar de ‘Os Suburbanos‘ é falar sobre sonhos. Não só por conta da história de Jefinho, esse rapaz do subúrbio do Rio que sonha em ser artista. Mas falar, acima de tudo, da história que há por trás da comédia: afinal, o longa-metragem é a ponta da cadeia de uma ideia que nasceu a partir de um sonho de seu criador e protagonista, Rodrigo Sant’Anna.

Ele, afinal, viveu até os 30 anos no subúrbio do Rio — só nos últimos 10 anos é que está morando na Zona Sul. Com muita clareza, ele compreendeu o que move essas pessoas e, é claro, o que o motiva. Hoje, ele conta essas histórias de suburbanos, com ‘Um Suburbano Sortudo’ e com ‘Os Suburbanos’, por uma questão de celebração dele e dos outros.

Hoje, ‘Os Suburbanos’ é um filme com uma longa história. Começou no palcos dos teatros cariocas e, após um grande sucesso de bilheteria, foi para a tela do canal pago Multishow. Agora, enfim, chega às telonas do cinema de todo país já a partir desta quinta-feira, 6, depois de uma espera de quatro anos causada pela pandemia da covid-19.

Cena de ‘Os Suburbanos’, com Babu Santana e Rodrigo Sant’Anna (Crédito: Reprodução)

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“Nossa maior preocupação era resgatar o que a série tem de mais potente: o sonho”, explica Rodrigo ao Filmelier. “O sonho de um brasileiro virar a chave e que representa aquela pessoa que acorda cedo, que trabalha em profissões que não ama só pra pagar as contas. O Jefinho é o brasileiro com sonho da carreira artística, sempre ali tentando”.

Família, família

Para contar a história de Jefinho, o humor é a chave. Quem conhece Rodrigo, sabe qual é o perfil desse humor: personagens que representam verdadeiros estereótipos do suburbano carioca, mas sem ofender. É o retrato bem humorado. “Quando a gente se predispõe a brincar em cima de uma realidade que temos uma vivência, que temos lugar de fala muito potente, fica tudo muito natural”, contextualiza Sant’Anna, que também assina o roteiro do filme.

Um bom exemplo disso é a personagem Carla Cristina Cardoso, intérprete da Gislene. Caso amoroso de Jefinho, é ela que tem a missão de representar a mulher do subúrbio. “É muito importante ter uma mulher como essa no teatro, na TV e no cinema. Ela existe”, diz Carla ao Filmelier. “Ela está lá no Mercadão vendendo calcinha. Ela tem força. Ela é um erro, ela grita, faz confusão, arruma barraco, faz confusão. Ela é aquela pessoa que faz escândalo, que briga pelos macumbeiros. Quando as pessoas assistem, pensam: ‘nossa, como ela parece a irmã’. A pessoa se identifica muito”.

Babu Santana (‘Tim Maia’), que faz o primo Wellinto, é o personagem mais pé no chão de ‘Os Suburbanos’ — ainda que seja ele o responsável pela piada mais divertida do filme, envolvendo seu papel como Tim Maia nos cinemas. O ator conta, ao Filmelier, que tudo começou a partir de uma piada que fez com Rodrigo Sant’Anna há alguns anos.

“Eu e o Rodrigo fizemos uma participação em ‘A Diarista’ e comecei a botar pilha que a gente era primo por conta do mesmo sobrenome”, conta Babu Santana, aos risos. “Quando o Rodrigo é convidado pra fazer a série, ele me chama justamente pra ser o primo Wellinto. Aí emprestei toda minha admiração pelo Rodrigo ao sentimento do Wellinto pelo Jefinho. A gente teve muito espaço para criar esse parentesco e transbordamos essa família da série para a vida real”.

Futuro de ‘Os Suburbanos’

Difícil não pensar no futuro da franquia depois de fazer sucesso nos teatros e na televisão, chegando agora aos cinemas. O que mais tem de história? “O material que mais tenho é do subúrbio. Fui morar na Zona Sul só aos 30. O que não falta é história suburbana pra contar. Não tenho o que falar a não ser de subúrbio, comunidade”, diz Rodrigo.

Babu Santana, hoje, se mostra como um dos mais empolgados ao pensar no futuro dessas histórias. Afinal, o ator, conhecido também por sua passagem no reality show ‘Big Brother Brasil’, se diz grato a Rodrigo e ‘Os Suburbanos’.

“O filme foi a última coisa que fiz antes do BBB. Eu tive que esticar essa grana até o final de 2019. Pagaram bem, mas não tão bem assim”, diz. “O Rodrigo me chamou depois do BBB pra saber se continuaria fazendo isso. Falei: você não ouse não me chamar. Fazer ‘Os Suburbanos’ é mais do que qualquer acordo trabalhista ou financeiro. É questão de honra estar com Rodrigo. Estar no projeto é uma questão de prazer. É o que me deu sobrevida para chegar até o BBB”.

‘Os Suburbanos’ está em cartaz nos cinemas. Aqui, você encontra mais detalhes do filme, incluindo link para compra de ingressos.

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