sala-cinema

Na França, cinemas reabrem com distanciamento e filas

Depois de estabilizar o número de mortes e de casos de coronavírus, exibidores da França reabriram nesta segunda-feira, 22, após três meses fechados

Matheus Mans   |  
23 de junho de 2020 13:09

Após três meses de portas fechadas, os cinemas franceses reabriram nesta segunda-feira, 22. Entrando na sua terceira fase de flexibilização da quarentena, a França liberou a exibição de filmes. Mas nada será como antes: uma série de medidas é exigida antes, durante e depois da sessão.

Primeiramente, as regras elaboradas pela Federação Nacional de Cinemas Franceses (FNCF) indicam que o básico deve ser seguido à risca: álcool em gel nas portas, venda de ingressos digital e higienização das salas entre as sessões. Além disso, funcionários precisam estar sempre de máscara.

Enquanto isso, os espectadores são obrigados a usar máscaras na área externa do cinema, enquanto aguardam ou vão em direção à sua sessão. No entanto, durante a exibição do filme, não há a obrigatoriedade de uso de máscara, apenas um aconselhamento de uso enquanto não está comendo.

Publicidade

Já dentro das salas de exibição, os espectadores precisam manter o distanciamento de uma cadeira entre pessoas não conhecidas. Caso o consumidor francês vá com um familiar ou amigo, não há problema de sentar ao lado. Por isso, nem ao menos há limitação de venda de ingressos.

Na postagem abaixo, do site France24, é possível observar os franceses fazendo fila para entrar em um cinema na madrugada do dia 22 de junho:

Em entrevista à rádio RFI, alguns profissionais do setor se mostraram extremamente confiantes que o fluxo de espectadores irá voltar rapidamente ao normal e “felizes de ver que o cinema fez falta aos franceses”, disse David Scantamburlo, diretor de marketing do grupo CGR.

Vale ressaltar que a França conseguiu controlar a pandemia do novo coronavírus com moderado sucesso. Assim, o país registrou 160 mil casos da doença e quase 30 mil mortes. Atualmente, nesta fase de reabertura, são cerca de 300 novos casos diários e uma média de 20 mortes por dia.

Além da França

Nos Estados Unidos, sem uma regulação concreta de governos com relação à quarentena e reabertura, exibidores estão programando voltar às atividades em julho. Há um consenso de aumentar a frequência da higienização e de digitalizar a maioria dos processos possíveis do setor.

No entanto, ainda há conflitos quanto ao uso de máscara. A rede Cinemark, por exemplo, não vai exigir uso durante a sessão. Já a AMC, outra grande rede de cinemas dos EUA, voltou atrás nessa decisão após perceber o público insatisfeito. Com isso, dentro das salas, uso de máscara obrigatório.

Já no Brasil, o futuro ainda é um pouco incerto. Afinal, os exibidores dependem de regras individuais de governadores de cada estado. Em São Paulo, com a reabertura por fases, os cinemas são encontrados apenas na última etapa. Com isso, a reabertura só poderia ocorrer em 45 dias.

Exibidores também estão se mostrando inconclusivos quanto à reabertura. André Sturm, diretor do Belas Artes, disse que sua data limite é o começo de agosto. Já Jean Thomas Bernardini, empresário francês dono do Reserva Cultural, disse que só reabre suas salas “quando houver segurança total”.