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Oscar 2023: ‘Marte Um’ fica fora da disputa de Melhor Filme Internacional

Apesar de ‘Marte Um’ ter sido esnobado, outras duas produções brasileiras aparecem nas “shortlists” do Oscar 2023

Matheus Mans   |  
21 de dezembro de 2022 17:54
- Atualizado em 26 de dezembro de 2022 12:29

Não deu para o Brasil: ‘Marte Um‘, filme selecionado pelo País para concorrer ao Oscar 2023, não entrou na pré-lista da categoria de Melhor Filme Internacional da premiação. Com isso, o longa-metragem mineiro não tem mais condições de disputar a categoria. Inacreditavelmente, o último indicado do País foi ‘Central do Brasil‘, em 1999.

Marte Um, filme que faz crítica ao Brasil de Bolsonaro, vai representar o país no Oscar 2023
‘Marte Um’ era a aposta do Brasil no Oscar 2023 (Crédito: Pandora)

Em Melhor Filme Internacional, ainda concorrem:

  • Argentina (‘Argentina, 1985‘);
  • Áustria (‘Corsage’);
  • Bélgica (‘Close’);
  • Camboja (‘Return to Seoul’);
  • Dinamarca (‘Holy Spider’);
  • França (‘Saint Omer’);
  • Alemanha (‘Nada Novo no Front‘);
  • Índia (‘Last Film Show’);
  • Irlanda (‘The Quiet Girl’);
  • México (‘Bardo‘);
  • Marrocos (‘The Blue Caftan’);
  • Paquistão (‘Joyland’);
  • Polônia (‘EO’)
  • Coreia do Sul (‘Decisão de Partir’);
  • Suécia (‘Cairo Conspiracy’)

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No entanto, nem são apenas notícias ruins na divulgação das chamadas “shortlists” — nome dado para essa pré-seleção da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas para categorias mais técnicas e/ou difusas. O Brasil ainda pode ser representado por ‘Sideral’, curta-metragem Carlos Segundo na categoria de Melhor Curta-Metragem.

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Outra lembrança verde e amarela foi com o documentário ‘O Território’, uma produção do Brasil, Estados Unidos e Dinamarca sobre o povo indígena Uru-eu-wau-wau. Ele se passa quase que em sua totalidade no Brasil, mais especificamente na região amazônica, mas é dirigido por Alex Pritz, um cineasta natural de Nova York, Estados Unidos.

Para conferir todos os pré-selecionados ao Oscar 2023, clique aqui.

O problema em 2022 não foi ‘Marte Um’, mas a falta de escolhas

Vale dizer que, ao contrário de outros anos, é bastante evidente que o problema do Brasil em 2022 não foi a escolha, mas sim a falta de escolhas. O que isso quer dizer? Ao analisar a lista da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, fica claro como a concorrência este ano era complicadíssima. Páreo duro, difícil de ganhar.

‘Bardo’, por exemplo, vem com o selo de qualidade de Alejandro González Iñárritu, vencedor e indicado ao Oscar anteriormente por filmes como ‘Birdman’ e ‘O Regresso’. Ainda há filmes de grandes plataformas de streaming, com lançamento global (Argentina, 1985, ‘Nada Novo no Front e o próprio ‘Bardo’), complicando mais a vida.

‘Marte Um’ é um filme independente e que conseguiu distribuição internacional só semana passada. Como brigar de igual para igual? Outros que estavam no páreo da seleção do Brasil, como ‘Paloma‘, ‘A Viagem de Pedro‘ e ‘Carvão‘ tinham os mesmos problemas — ainda que estes dois últimos fossem mais palatáveis aos votantes internacionais.

Fica a triste sensação de que qualquer um não teria chance. Não há, afinal, aquele apelo internacional necessário nesses casos. Sintoma de um desmonte sequencial do cinema brasileiro nos últimos anos. Temos só que celebrar, na verdade, que temos pérolas como ‘Marte Um’ entre nós — com ou sem reconhecimento do Oscar.

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