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Dois estranhos presos no porta-malas enfrentam o medo e a incerteza juntos.
Trailer
Dica: Em uma corrida pelo interior dos EUA, um carro vermelho descobre o valor da amizade.

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"O começo de ‘Dora e Gabriel’, longa-metragem comandado por Ugo Giorgetti (de ‘Uma Noite em Sampa’), é excelente. Mostra um homem (Ary França) sendo colocado em um porta-malas. Um sequestro. Uma mulher (Natalia Gonsales) que está passando por ali é pega como refém também. Dora e Gabriel, presos em um porta-malas. O filme, que se passa quase que exclusivamente no ambiente do tal porta-malas, é inventivo. Giorgetti segura toda a história a partir da interação desses dois. Logo de cara, sabemos pouco sobre eles. Ela tem asma nervosa, é falante, preocupada. Ele está mais tranquilo, é libanês, tenta acalmar essa mulher que parece ter entrado de supetão dentro desse seu universo crítico. Logo de cara, a interação dos dois funciona bem. É excelente ver França (‘Durval Discos’) em cena, colocando verdade nesse personagem libanês. Do outro lado, Gonsales até que funciona bem nesse exagero desesperador de sua personagem, mas não dá para negar que há certa falta de naturalidade em muitos momentos. Infelizmente, faltou direção na criação de Dora. O que não impede da metáfora geral do longa-metragem chegar no final, quando percebemos como nossa realidade pode ser enxergada nesse porta-malas."