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Onde assistir
Disponível em casa
Mulheres de uma comunidade religiosa lutam para conciliar realidade e fé.
Trailer
Dica: Em uma corrida pelo interior dos EUA, um carro vermelho descobre o valor da amizade.

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"No começo de 'Entre Mulheres', o público tateia a história no escuro. O cenário parece saído de um filme de época. Século XVIII, talvez? Afinal, a cidade em que se passa o filme é bucólica e as mulheres que ali se apresentam, conversando em um celeiro, estão com roupas que algumas décadas atrás. O conflito estabelecido por Sarah Polley, diretora e roteirista, também é nebuloso: elas foram agredidas e, agora, precisam decidir o que fazer. Entram em conflito com os homens ou partem? Essas dúvidas todas, que surgem rapidamente e vão se dissipando bem lentamente, são propositais. Entramos na história depois das agressões -- essa violência, afinal, nem merece ser fotografada. O que Polley quer mostrar é a reação, a luta. Essas mulheres, mesmo privadas da escrita, da leitura e de sua própria voz, resolveram dar um basta, um chega, e estão definindo qual caminho seguir. Algumas são mais reativas, outras mais racionais. Mas, aos poucos, o cenário vai se construindo e a discussão, que lembra de um '12 Homens e uma Sentença', vai sendo solucionada. O fato é que 'Entre Mulheres', como o título original ('Women Talking') já sugere, não traz ação e movimento, mas pensamento, conversa e reflexão. Não vou entrar em detalhes sobre como estão a vida de Ona (Rooney Mara), Salome (Claire Foy), Mariche (Jessie Buckley) ou Greta (Sheila McCarthy), tampouco explorar essas questões que levantei anteriormente. A surpresa de descobrir isso faz parte da experiência -- dolorosa, vale dizer. Essas mulheres estão resistindo, mas a dor do passado as acompanha e deixa uma ferida aberta, que parece cicatrizada em poucas. No fim, a confusão temporal se torna a cartada genial de Polley e coloca o filme como um dos mais emocionantes do Oscar."