A Mulher Mais Rica do Mundo é um drama francês estrelado por Isabelle Huppert que, apesar de mudanças nos nomes dos personagens e em certas situações, se baseia na polêmica de 2010 envolvendo Francoise Bettencourt (herdeira da L'Oreal). A trama acompanha uma rica empresária, Marianne Farrère (Huppert), que inicia uma amizade fortuita com um fotógrafo (Laurent Lafitte). A amizade se transforma em mecenato, e depois em interesse, manipulação e desfalque, em um caso que chamou a atenção da mídia e destruiu uma das famílias mais ricas da França por dentro. O drama é um tanto convencional, mas as atuações do elenco e a própria intriga são mais do que suficientes para manter a atenção durante todo o filme, principalmente se você se interessa por histórias sobre celebridades.
Vencedor do Prêmio de Melhor Filme na mostra Horizons de Veneza em 2022, 'A Sindicalista' é um filme imperdível para quem busca um bom drama e suspense baseado numa história real. Dirigido por Jean-Paul Salomé, o longa conta a história de Maureen Kearney, uma corajosa representante sindical que denunciou acordos secretos na indústria nuclear francesa. A performance inigualável de Isabelle Huppert é um destaque do filme, que também expõe como as mulheres são muitas vezes desacreditadas pela sociedade e pela justiça ao relatarem e denunciarem as violências que sofrem.
Com filmes como Jovem e Bela ou Graças a Deus, o diretor francês François Ozon tem demonstrado tanto sua versatilidade para lidar com todos os tipos de gêneros quanto para fazer perguntas desconfortáveis e transgressoras em cada um deles. Com O Crime é Meu (Mon Crime, também conhecido como Meu Crime), o cineasta agora aborda a comédia screwball. Ambientada nos anos 30, a trama segue uma jovem aspirante a atriz (Nadia Tereszkiewicz, Babysitter), que se torna suspeita de ter assassinado um influente produtor de cinema. Embora seja absolvida do caso, o julgamento a lança ao estrelato e ela decide aproveitar isso, mas logo uma verdade mais complexa e maluca vem à tona. Com um elenco composto por Isabelle Huppert, Rebecca Marder, André Dussollier e Fabrice Luchini, este filme francês não é apenas divertido: também é um comentário sobre como, diante da possibilidade de conseguir fama e dinheiro, absolutamente tudo pode ser sacrificado no altar da conveniência.
Já imaginou Isabelle Huppert (‘Elle’) como a madrasta má de ‘A Branca de Neve’? Bom, é justamente isso que acontece em ‘Branca Como a Neve’, adaptação da famosa história dos Irmãos Grimm adaptada pela diretora Anne Fontaine (‘Agnus Dei’ e ‘Coco Antes de Chanel’) para os dias atuais. Porém, sai de cena a personagem Branca e entra a Claire (Clara, em português), em um ótimo trocadilho. Misturando drama e humor (bem francês), esta produção dá uma escorregada aqui e ali na narrativa, mas o filme é salvo pelas boas atuações e pela qualidade técnica.



