A Vida Secreta de Kika é um drama da diretora Alexe Poukine, selecionado para a Semana da Crítica do Festival de Cannes, com uma premissa singular. A trama acompanha uma assistente social que, com uma filha e grávida, fica repentinamente viúva. Sobrecarregada por dívidas e pelo luto, ela descobre o mundo do trabalho sexual para se sustentar financeiramente, embora as práticas BDSM solicitadas por seus clientes a confrontem com sua própria identidade e seus conceitos de amor, prazer e gentileza. É um filme que, devido à sua temática, poderia pender para o sensacionalismo. No entanto, Poukine aborda essas questões com curiosidade e empatia, tornando a produção não apenas emotiva, mas capaz de ampliar sua visão sobre esses temas.
Polissia (Polisse) é um drama criminal francês que mistura crueza e emoção para retratar o dia a dia da Brigada de Proteção à Juventude em Paris. Dirigido por Maïwenn, que também atua no longa, o filme acompanha uma jornalista que passa a documentar o trabalho da equipe — e, ao se envolver emocionalmente com um dos policiais, acaba sendo arrastada para o turbilhão de traumas, tensões e dilemas éticos que marcam aquela rotina. Com uma narrativa intensa e realista, Polissia se destaca por sua abordagem sem filtros de temas delicados como violência infantil, abusos e negligência, além de explorar o impacto psicológico em quem vive para proteger os outros. Um filme potente, com atuações marcantes e um retrato profundo da linha tênue entre justiça e desgaste humano.
Estrelado por Omar Sy (Intocáveis), este é um drama de guerra franco-senegalês que estreou na mostra "Un Certain Regard" no Festival de Cannes 2022. Sy, que também é produtor do filme, entrega uma atuação impactante e fora de seu lugar de conforto, enquanto a trama baseada em uma história pouco contada da Primeira Guerra é um retrato emocionante da relação pai e filho. O filme é uma tentativa interessante de examinar o colonialismo francês e foi sucesso de bilheteria na França.











