Às Vezes Quero Sumir (Sometimes I Think About Dying) acompanha Fran (Daisy Ridley), uma funcionária de escritório que se sente desconectada e isolada no trabalho, em meio a um ambiente burocrático e sem sentido, em um filme que explora a monotonia e o desespero cotidianos. Com a chegada de Robert, um novo colega, o filme introduz uma dinâmica que começa a alterar a perspectiva de Fran. A direção de arte, o design de figurino e especialmente a atuação de Daisy Ridley são pontos destacados, contribuindo para a construção de uma atmosfera fria e pálida que começa a ganhar cores com o desenvolvimento da trama. O filme emerge como um ensaio existencialista sobre a apatia e as relações humanas no mundo contemporâneo, questionando como escapar das bolhas que nos cercam. Leia mais em nossa crítica completa de Às Vezes Quero Sumir.
Simplificando, 'Ofélia' é uma releitura do clássico de Shakespeare 'Hamlet', contado da perspectiva da personagem-título, com um roteiro do aclamado Semi Chellas (indicado ao Emmy por 'Mad Men') e direção de Claire McCarthy ('The Luminaries'). Com um grande elenco liderado por Daisy Ridley ('Star Wars: O Despertar da Força'), Naomi Watts ('O Impossível'), Clive Owen ('Filhos da Esperança'), George MacKay ('A Verdadeira História de Ned Kelly') e Tom Felton ('Harry Potter'), é um filme com algumas falhas de enredo, mas cuja abordagem através das lentes feministas é fascinante e dá mais profundidade a um personagem clássico que, de outra forma, normalmente não passa de um acessório.
‘Mundo em Caos’, filme dirigido pelo instável Doug Liman (de ‘No Limite do Amanhã’), segue o caminho de tentar reproduzir o sucesso de ‘Jogos Vorazes’ nas telonas -- um mal que assombra as “distopias juvenis”. Aqui, acompanhamos a história de Todd (Tom Holland), um rapaz que vive em um planeta após o colapso total e completo da Terra. Nesse novo lugar, a vida toma um rumo bem diferente. Os pensamentos dos homens são sonorizados, tornando impossível a tarefa de esconder qualquer coisa. Além disso, na aldeia em que Todd mora, não há mulheres. Elas foram mortas pelas criaturas nativas do planeta. Por isso é chocante quando Viola (Daisy Ridley) chega a bordo de uma nave, vinda da Terra, nesse lugar. A partir daí, ‘Mundo em Caos’ faz jus ao nome ao mostrar essa jovem tentando sobreviver em um ambiente inóspito, em que nada entende, e tendo que lidar com esses homens que verbalizam seus pensamentos o tempo todo. Liman, como sabe bem, logo transforma esse caldeirão repleto de conflitos em ação, com a dupla fugindo do Prefeito (Mads Mikkelsen, canastrão como nunca). Apesar de alguns elementos originais, como os pensamentos verbalizados, a ausência de mulheres e até mesmo as criaturas nativas que rapidamente aparecem na produção, quase tudo é transformado em puro caldo genérico de distopias juvenis. A sensação que fica é que Liman seguiu o bê-á-bá dos produtores, colocando a história original do escritor Patrick Ness numa caixinha. Pelo menos Holland e Ridley divertem com uma aventura escapista, divertida e sem pretensões.


