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Itália quer incentivar distribuição de seus filmes no Brasil

Associação de cinema da Itália anunciou o novo plano de subsídio a distribuição do novo cinema italiano no país

Matheus Mans   |  
22 de novembro de 2022 07:40
- Atualizado em 21 de novembro de 2022 19:40

O Festival de Cinema Italiano, que acontece entre 4 de novembro e 4 de dezembro, em São Paulo, é a principal porta de entrada da produção cinematográfica italiana no Brasil. Mas essa realidade está prestes a se expandir. É o que garante Roberto Stabile, responsável pelas relações internacionais da Associação Italiana das Indústrias Cinematográficas (Anica).

Em um encontro que aconteceu na última sexta-feira, 18, no restaurante do Terraço Itália, Stabile apresentou para distribuidores, produtores e jornalistas a Italian Screen. É uma iniciativa promovida pelo Ministério do Exterior Italiano e da Cooperação Internacional (MAECI) e da Cinecittá – complexo de estúdios responsável pela maior parte da produção cinematográfica italiana – para fomentar a distribuição de filmes italianos nas salas de exibições brasileiras.

Cena do filme ‘Seca’, do diretor italiano Paolo Virzì (Crédito: Divulgação/Festival de Cinema Italiano)

“Já ouvi de muitos distribuidores brasileiros que eles gostam dos filmes italianos, mas que dão prioridade a lançamentos franceses porque o governo francês lhes dá subsídios para isso”, disse Stabile em sua apresentação do novo plano de distribuição da produção cinematográfica italiana. De acordo Stabile, um país como o Brasil, que possui uma comunidade italiana gigantesca, deveria ter mais acesso ao cinema italiano.

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Bons exemplos da produção recente do país podem ser vistos no próprio Festival de Cinema Italiano, que segue exibindo títulos italianos inéditos no Brasil. Lançados e premiados em importantes festivais pelo mundo. Como ‘Os Irmãos De Filippo’, de Sergio Rubini, vencedor em 2022 do David di Donatello de melhor trilha sonora; e ‘Seca’, de Paolo Virzì, que faturou em 2022 o Prêmio Francesco Pasinetti e o Soundtrack Stars Award. 

“Não temos mais nomes grandiosos como [o do diretor Federico] Fellini ou [do ator Marcello] Mastroianni, mas a atual produção cinematográfica italiana é riquíssima. Daqui alguns anos, nomes como [os dos diretores] Paolo Sorrentino e Matteo Garrone também serão muito celebrados como grandes do nosso cinema”, acrescentou Stabile.

Itália e seu plano no Brasil

O plano de fomento à distribuição de filmes italianos ou coproduções com a Itália no Brasil cobre 30% dos custos de lançamento, comunicação e promoção do filme com um teto de 30 mil euros. Há algumas exigências, como o mínimo de seis exibições em salas de cinema durante pelo menos uma semana, por exemplo. Além disso, o pedido precisa ser feito com 90 dias antes da exibição. Para mais detalhes sobre como funciona a iniciativa, visite o site cinecitta.com.

“Falando assim, a burocracia do processo pode parecer complicada, mas é muito simples. Cumprindo todas as exigências, o reembolso por parte do Italian Screens chega no prazo de 90 dias”, concluiu Stabile, que vê na iniciativa uma excelente oportunidade de troca cultural entre Itália e Brasil.

Os responsáveis pelo Festival de Cinema Italiano se colocaram à disposição – por meio da Câmara de Comércio Italiana de São Paulo – para assessorar os distribuidores brasileiros interessados. Tanto na preparação da documentação necessária quanto no acompanhamento da fase de promoção local e na prestação de contas final.

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