Animação indicada ao Oscar e ao Globo de Ouro, A Pequena Amélie (Amélie et la métaphysique des tubes) adapta o romance autobiográfico Métaphysique des tubes, de Amélie Nothomb. Premiado em Annecy, o filme transforma infância, memória e identidade em uma experiência visual delicada e inventiva, marcada pela descoberta do mundo pelos olhos de uma criança belga no Japão.
Flow é, em termos simples, um dos filmes mais bonitos de 2024, tanto visual quanto narrativamente, e uma das animações mais interessantes – e premiadas do ano – por diversos motivos. Trata-se de uma produção letã que narra a luta de um gatinho para sobreviver em um mundo misteriosamente inundado, aprendendo a conviver com animais de outras espécies a bordo de uma barca. Simples, mas narrado de forma eficaz com imagens puras, sem diálogos, conseguindo uma expressividade quase naturalista nos animais e uma emotividade enganosa para sua premissa tão básica, que se foca mais em evocar compaixão do que em explicar seus mistérios. Além disso, em termos da indústria da animação, pode ser um divisor de águas: foi feita totalmente com o software open source Blender, o que abre a porta para que animadores independentes criem cinema de animação de forma inovadora e sem as restrições representadas por outros caros padrões da indústria.
A animação alemã Tina & Téo: A Pedra Encantada se aprofunda na história de simpáticos animais que precisam recuperar uma pedra mágica para que a floresta em que vivem pare de morrer. Essa é apenas uma embalagem diferenciada para a clássica história de união, ecologia e amizade, que emociona e já trouxe diferentes versões para o cinema como em Os Sem-Floresta e O Que Será de Nozes?. Não é o tipo de animação que irá atrair os mais adultos. No entanto, para os pequenos, é diversão certeira: animais engraçadinhos, situações absurdas e uma mensagem por trás, que emociona e faz pensar.








