Indicado ao prêmio de Melhor Design de Figurino no César Awards 2024 e com sua estreia no Festival de Cannes como filme de abertura, A Favorita do Rei (Jeanne du Barry) é um drama de época francês, dirigido e estrelado por Maïwenn (conhecida por O Quinto Elemento), sobre a cortesã e última amante oficial do rei Luís XV (Johnny Depp) da França. O filme narra sua vida desde a infância e anos de formação como filha de um servo, até sua ascensão na sociedade francesa por meio de sexo, alianças e casamentos estratégicos. Embora bem elaborado, é um drama bastante convencional que, em sua realização, convida a comparações não muito favoráveis com Barry Lyndon. Embora o clássico de Kubrick consiga ser uma sátira muito sutil, o filme de Maïwenn se leva muito a sério. Isto, considerando a representação do género feminino e os antecedentes das suas duas principais estrelas, não só não ajuda como convida a questionar o propósito de contar esta história, com tão pouca esperança para a sua protagonista. Você vai gostar se gosta de dramas de época com trajes suntuosos ou se é um ávido seguidor de Johnny Depp.
A Mulher Mais Rica do Mundo é um drama francês estrelado por Isabelle Huppert que, apesar de mudanças nos nomes dos personagens e em certas situações, se baseia na polêmica de 2010 envolvendo Francoise Bettencourt (herdeira da L'Oreal). A trama acompanha uma rica empresária, Marianne Farrère (Huppert), que inicia uma amizade fortuita com um fotógrafo (Laurent Lafitte). A amizade se transforma em mecenato, e depois em interesse, manipulação e desfalque, em um caso que chamou a atenção da mídia e destruiu uma das famílias mais ricas da França por dentro. O drama é um tanto convencional, mas as atuações do elenco e a própria intriga são mais do que suficientes para manter a atenção durante todo o filme, principalmente se você se interessa por histórias sobre celebridades.