Um dos grandes filmes do Oscar 2017, que é, ao mesmo tempo, uma ode aos musicais de outrora e à Los Angeles. Esta é uma história sobre aspirações e sonhos, mas também sobre como a vida nos leva a caminhos diferentes daqueles que, lá atrás, nós traçamos. Com atuações irresistíveis - principalmente de Emma Stone - este é um longa-metragem com os mais diversos impactos. Você pode ficar feliz com a alegria de alguns momentos e com as cores, ou triste reconhecendo que as frustrações dos personagens podem ser, também, as suas.
Flow é, em termos simples, um dos filmes mais bonitos de 2024, tanto visual quanto narrativamente, e uma das animações mais interessantes – e premiadas do ano – por diversos motivos. Trata-se de uma produção letã que narra a luta de um gatinho para sobreviver em um mundo misteriosamente inundado, aprendendo a conviver com animais de outras espécies a bordo de uma barca. Simples, mas narrado de forma eficaz com imagens puras, sem diálogos, conseguindo uma expressividade quase naturalista nos animais e uma emotividade enganosa para sua premissa tão básica, que se foca mais em evocar compaixão do que em explicar seus mistérios. Além disso, em termos da indústria da animação, pode ser um divisor de águas: foi feita totalmente com o software open source Blender, o que abre a porta para que animadores independentes criem cinema de animação de forma inovadora e sem as restrições representadas por outros caros padrões da indústria.
Vencedor do Oscar de Melhor Documentário, Um Zé Ninguém Contra Putin (Mr Nobody Against Putin) acompanha um professor russo que passa a registrar por dentro a propaganda de guerra e o avanço do autoritarismo nas escolas do país. Dirigido por David Borenstein e Pavel Talankin, o filme transforma um gesto de resistência individual em um retrato urgente sobre medo, manipulação e coragem. O resultado é um documentário sóbrio, potente e profundamente inquietante.
Dirigido por Tom Hooper, O Discurso do Rei venceu quatro categorias no Oscar, incluindo Melhor Filme. Embora alguns não concordem com todas as estatuetas, é inegável que a atuação impecável de Colin Firth faz cada prêmio ser mais do que merecido. Ele retrata o lado humano da coroa britânica em um dos momentos mais cruciais de sua história no século XX: a Segunda Guerra Mundial.