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Com ‘Esquema de Risco: Operação Fortune’, Guy Ritchie brinca de cinema de espiões

Diretor ressalta que ‘Esquema de Risco: Operação Fortune’ é um “filme de ritmo” e celebra resultados

Matheus Mans   |  
16 de janeiro de 2023 16:21

Ainda que seja um cineasta repleto de facetas, com diferentes estilos, dá para dizer que os filmes de Guy Ritchie são bem reconhecíveis. Desde ‘Snatch: Porcos e Diamantes’, passando por ‘Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes’ e até chegar em ‘Esquema de Risco: Operação Fortune‘, lançamento da última quinta, 12, há similaridade no que o britânico faz. Histórias rápidas, com reviravoltas e que brincam com o senso de direção e de compreensão dos espectadores.

Na trama, o espião Orson Fortune (Jason Statham) precisa rastrear e conter a venda de uma nova tecnologia de armas mortais que está sendo realizada pelo bilionário Greg Simmonds (Hugh Grant). Junto com uma das melhores equipes de operações especiais do mundo, incluindo Sarah Fidel (Aubrey Plaza), Fortune recruta o astro hollyoodiano Danny Francesco (Josh Hartnett) para ajudá-los a passar despercebidos na missão de salvar o mundo e roubar Simmonds.

Cena de Esquema de Risco Operação Fortune
Statham, Hartnett e Plaza: as estrelas de ‘Esquema de Risco’ (Crédito: Diamond Films)

Tudo isso, conta Ritchie em entrevista, nasceu rapidamente. O cineasta ainda conta que mergulhou no cinema de espiões e, depois, encontrou o tom de seu novo longa-metragem. “Eu tive uma ideia para um filme de espiões uns 8 meses atrás, talvez até mais. Não me lembro. E da premissa, nós assistimos todos os filmes de ação de espiões que pudemos e trabalhamos na trama”, explica Ritchie, com seu sotaque britânico carregado, sobre o nascimento do filme.

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Com isso, dá para entender um pouco como o filme surgiu e, principalmente, quais são os objetivos do cineasta com a produção. Mais do que criar uma história original, o britânico busca, aqui, trazer todos os elementos que funcionam no cinema de agentes especiais, como as tramas rocambolescas, a ação desenfreada e personagens que parecem perdidos, mas que desenrolam tudo no último segundo. Algo já visto até em ‘O Agente da U.N.C.L.E.‘ e ‘Infiltrado‘.

‘Esquema de Risco: Operação Fortune’: ritmo, ritmo, ritmo

Na entrevista, Ritchie deixa claro o que mais importou para ele na hora de gravar o longa-metragem: ritmo. Para nós, do lado dos espectadores, isso fica perceptível. É bem mais agitado do que ‘Onze Homens e um Segredo’, por exemplo, que já tem um ritmo acelerado por conta da história cheia de reviravoltas e uma edição que não sossega por um segundo. Tudo começou pela primeira cena de ‘Esquema de Risco: Operação Fortune’, ditando o ritmo do resto.

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“Assim que eu escrevi a cena, eu sabia qual seria o tom para o filme, e eu gostei do tom. Então, assim que eu escrevi, eu sabia qual seria o resto do filme”, explica Ritchie, exaltando o que ele compreende como o ponto central de seu novo longa. “Muitas cenas e diálogos são sobre ritmo, se eles entendem o ritmo. O filme é rítmico. Inicialmente não havia ritmo, era apenas estrutural. E depois de cinco minutos você começa a encontrar o ritmo e tudo funciona”.

‘Esquema de Risco: Operação Fortune’ já está em cartaz nos cinemas no Brasil. Clique aqui para comprar ingressos.

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