O serviço secreto da Coreia do Sul está em alerta. Conforme aumenta a tensão política em cima do presidente do país asiático, cresce também a suspeita de que há um espião da Coreia do Norte infiltrado no serviço secreto. O que fazer? Essa é a história de 'Operação Hunt'. A partir dessa premissa, o cineasta e ator Lee Jung-jae (da popular série 'Round 6', da Netflix) desenvolve e protagoniza uma trama espetacular, repleta de ação, que mistura elementos de um thriller político com aquela ação típica dos agentes secretos -- trazendo elementos desde James Bond até 'Invasão à Casa Branca'. Um filme que, ainda que tenha os seus clichês do gênero, sabe como empolgar e mostrar que o bom cinema de ação não precisa ficar restrito ao que é produzido nos Estados Unidos, além de marcar uma boa estreia de Jung-jae na direção de um longa.
Aplaudido de pé durante quatro minutos após a exibição no Festival de Cinema de Cannes, 'A Vilã' é dos mesmos criadores de 'Invasão Zumbi'. Com cenas incríveis, excelentes coreografias de luta e uma movimentação de câmera de primeira classe, a produção é um exemplo do que os asiáticos (principalmente os coreanos) estão conquistando no cinema de ação. A história é sobre uma jovem criada desde a infância para ser uma assassina, nos moldes do clássico 'Nikita: Criada para Matar', mas com um toque da saga 'Bourne'. Indicado para os entusiastas do gênero ou cinema asiático.
Seguindo a linha de filmes de ação coreanos protagonizados por mulheres, como A Vilã e Kill Boksoon, o longa-metragem A Bailarina também não tem medo de chocar – exagera, conscientemente, no sangue, na adrenalina e na pancadaria. A história, enquanto isso, acompanha uma antiga guarda-costas que, sofrendo com a morte da melhor amiga após não conseguir protegê-la, vai fazer de tudo para realizar seu último pedido: vingança. É um filme esteticamente ousado e que consegue, ao mesmo tempo, trazer o que há de melhor no cinema coreano de ação: grandes coreografias e uma trama que envolve e instiga.
'Invasão Zumbi' mergulha no universo do seu subgênero por uma outra ótica, a do cinema sul-coreano. A diferença na perspectiva tanto geográfica quanto social resulta em um filme de temática conhecida, mas de roupagem nova. Ele traz muito entretenimento pra quem gosta de terror ou de ação desenfreada, mas também se utiliza do terror para desenhar uma crítica social enfática. O filme faz um uso excelente da geometria do espaço para beneficiar o desenrolar da história, e criar uma atmosfera de claustrofobia e horror, e os elementos do cinema blockbuster asiático são presentes e marcantes para o ritmo e atmosfera que o filme constrói. A história consegue transitar bem entre a tensão e momentos marcantes que cativam o público pela emoção, entregando uma obra completa que vai agradar muito aos fãs de terror.




