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Entre ‘Interestelar’ e ‘Duna’, Timothée Chalamet é estrela em ascensão certeira

Aos 25 anos, o ator já trabalhou com diretores como Denis Villeneuve, Wes Anderson e Greta Gerwig

Matheus Mans   |  
22 de outubro de 2021 11:23
- Atualizado em 24 de outubro de 2021 00:17

Em outubro de 2021, quando este texto está sendo publicado e logo após a estreia de ‘Duna’ nos cinemas, o nova-iorquino Timothée Chalamet tem apenas 25 anos. E, mesmo assim, já é um dos nomes mais badalados de Hollywood. Não só criou uma base de fãs ávida, que segue cada passo do ator ao redor do mundo, mas também trabalhou com diretores aclamados, como Denis Villeneuve, Wes Anderson, Greta Gerwig, Christopher Nolan e Woody Allen.

Mas, olhando para trás, dá para ver que Chalamet foi preparado para esse momento. Filho da americana Nicole Flender, uma corretora de imóveis e ex-dançarina da Broadway, e do francês Marc Chalamet, editor da UNICEF e então correspondente do jornal Le Parisien, Timothée foi incentivado a entrar no mundo das artes. Quando bem novo, passava os verões na casa dos avós, numa pequena cidade francesa. Lá que teve  os primeiros vislumbres da vida intercultural e cultura de outras sociedades. 

Timothée em cena de ‘Duna’, épico de ficção científica de Denis Villeneuve (Crédito: Divulgação/Warner Bros.)

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Depois, ainda na adolescência, entrou na Fiorello H. LaGuardia High School of Music & Art and Performing Arts, uma das escolas mais conceituadas do mundo. Ainda que tenha rendido o malfadado clipe ‘Statistics’ para um trabalho escolar, foi lá que Chalamet teve sua formação artística. Deixou pra trás uma ideia bem prematura de ser jogador de futebol profissional para, assim, entender que a atuação era sua vida. Não tinha mais volta.

Carreira de Timothée Chalamet

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Entre a infância e a adolescência, Chalamet fez uma série de pequenos papéis em curtas e séries, como em um episódio na badalada série ‘Law & Order’. No entanto, seu primeiro destaque foi no teatro com a peça ‘The Talls’. Na época, o crítico de teatro chefe do New York Daily News escreveu que “Chalamet hilariamente capta as curiosidades despertadoras de um adolescente sobre sexo”. Foi destaque, assim, para público e crítica.

Começou, logo em seguida, a conquistar ainda mais papéis em séries de sucesso da época, como ‘Royal Pains’ e ‘Homeland’. Foi a deixa para entrar no cinema de Hollywood. Fez uma ponta em ‘Homens, Mulheres e Filhos’, uma dramédia com Adam Sandler, e depois fez a versão jovem de Tom, personagem interpretado na fase adulta por Casey Affleck, em ‘Interestelar’, ficção científica poderosa e marcante de Christopher Nolan.

Cena de ‘Interestelar’, filme de Nolan com participação de Timothée Chalamet (Crédito: Divulgação/Warner Bros.)

Depois mais quatro papéis em filmes menos conhecidos ou com personagens não tão importantes (‘One and Two’, ‘Traumas de Infância’, ‘O Natal dos Coopers’ e ‘Miss Stevens’) até chegar na grande obra de sua carreira até agora: ‘Me Chame Pelo Seu Nome’. Ao lado de Armie Hammer, interpretou um adolescente vivendo uma tórrida paixão de verão pelo homem que está sendo orientado por seu pai, um professor universitário.

Foi a explosão em que o mundo ficou conhecendo Timothée, principalmente depois da indicação de seu trabalho em ‘Me Chame Pelo Seu Nome’ ao Oscar — perdendo, na ocasião, para Gary Oldman por ‘O Destino de uma Nação’. Depois fez alguns papéis menores que já estavam gravados, como no péssimo ‘Hot Summer Nights’ ou em ‘Lady Bird: A Hora de Voar’. Mas esse Timothée Chalamet coadjuvante ficou no passado.

A provação de Timothée

Desde 2018, Timothée Chalamet está em alta em Hollywood. Interpretou um rapaz viciado em drogas ao lado de Steve Carell em ‘Querido Menino’; foi o par romântico de Selena Gomez em ‘Um Dia de Chuva em Nova York’, de Woody Allen; se transformou em um príncipe rebelde em ‘O Rei’; e ainda voltou a trabalhar com Greta Gerwig, depois de ‘Lady Bird’, como o rapaz que rouba o coração de Saoirse Ronan em ‘Adoráveis Mulheres’.

Agora, emplaca um grande filme atrás do outro: protagoniza a ficção científica de Denis Villeneuve, ‘Duna’, um dos maiores desafios não só da carreira do cineasta, como também do próprio Chalamet — é baseado em um livro difícil e complicado de adaptar para as telas. Ainda está no grandioso elenco de ‘A Crônica Francesa’, de Wes Anderson, e de ‘Não Olhe para Cima’, de Adam McKay para a Netflix, com Leonardo DiCaprio e Cate Blanchett.

Isso sem falar de aventuras vindouras, como ‘Wonka’, longa-metragem que vai mostrar a juventude do dono d’A Fantástica Fábrica de Chocolate.

Primeira imagem de Chalamet em prelúdio de ‘A Fantástica Fábrica de Chocolate’ (Crédito: Divulgação/Warner Bros.)

Chegou, assim, o momento da provação de Chalamet. Apesar dos grandes papéis, percebe-se que o único personagem realmente desafiador na carreira do jovem de 25 anos ainda foi ‘Me Chame Pelo Seu Nome’. ‘Querido Menino’ é bom, mas Carell rouba a cena. ‘Um Dia de Chuva em Nova York’ é açucarado, enquanto ‘O Rei’ não dá espaço para ele crescer. Em ‘Adoráveis Mulheres’, igual. Ronan e Florence Pugh se destacam.

Será que ele realmente vai conseguir se segurar em filmes como ‘Duna’, ‘A Crônica Francesa’, ‘Não Olhe pra Cima’ e ‘Wonka’? Chalamet disse outro dia que foi aconselhado a não fazer filmes de heróis. Realmente, não é hora pra isso. Ele precisa mostrar que ‘Me Chame Pelo Seu Nome’ não foi apenas um ponto fora da curva e que é um bom ator. O momento chegou. E Chalamet, ainda que já esteja na história de Hollywood, vai se provar.

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