A Sapatona Galáctica (Lesbian Space Princess) é uma divertida animação australiana premiada com o Teddy no Festival de Cinema de Berlim. A história começa em uma sociedade galáctica utópica onde existem apenas lésbicas, mas a princesa Saira é insegura, sobrecarregada pelas expectativas de suas mães e pela sua incapacidade de invocar sua labrys real, sinal de que amadureceu. Sua vida desmorona quando sua parceira, a caçadora de recompensas Kiki, a abandona. Mas quando Kiki é sequestrada por um grupo de alienígenas, Saira precisa encontrar sua própria força para ir resgatá-la. É um brilhante filme queer coming-of-age sobre autoafirmação, através de piadas que desafiam a heteronormatividade, com simbolismos e brincadeiras que são divertidas tanto pelo seu engenho quanto pela sua obviedade, e um design de arte que vai te lembrar Rick & Morty.
Homem com H é uma cinebiografia arriscada. Afinal, o diretor Esmir Filho (Verlust, Alguma Coisa Assim) tem a missão de contar a história de Ney Matogrosso, um dos maiores intérpretes da música brasileira e dono de hits históricos como Poema, O Vira e Sangue Latino. Mas, mais do que isso, Homem com H precisa ir além do artista e desbravar a pessoa por trás de Ney -- com suas incongruências, imperfeições, amores, ousadias. Tudo isso, felizmente, dá para sentir nas telas, em um longa-metragem inegavelmente inchado, que insiste em começar da infância de Ney, e ir até os tempos em que o longa chega aos cinemas, com o biografado aos 83 anos. Assim, dá para dizer que Homem com H conta com vários problemas de estrutura como tantas outras cinebiografias por aí, mas que se salva por ter coração e alma, de verdade. Você se encanta, canta e emociona, principalmente se for fã do trabalho de Ney.
Na Paris do começo dos anos 90, mais exatamente em 1993, um escritor recém-divorciado passa por uma redescoberta de sua sexualidade - se envolvendo com um homem mais jovem, que quer ser cineasta. Além de abordar o conflito entre a vida que o protagonista levava antes e os novos rumos que tomou, Conquistar, Amar e Viver Intensamente também traz os reflexos conflito entre gerações dentro do contexto do novo casal. Tudo isso escrito e dirigido de forma tocante por Christophe Honoré (de ‘A Bela Junie’). Certamente muitos vão se identificar com diversos aspectos desta história.
O aguardado segundo filme da intrigante roteirista e diretora Rose Glass (Santa Maud), Love Lies Bleeding: O Amor Sangra chega aos cinemas dia 1º de maio, com distribuição da Synapse Distribution. Estrelado por Kristen Stewart (Spencer) e Katy O'Brian (The Mandalorian), o suspense mergulha em um universo desejo, ambição e o "Sonho Americano", enquanto explora o protagonismo feminino e o amor LGBTQIA+ com os toques de gore e body-horror característicos das histórias de Rose Glass. A trama acompanha Lou (Stewart), uma tímida gerente de academia que se apaixona por Jackie (O'Brian), uma fisiculturista determinada a conquistar Las Vegas. O relacionamento entre elas as leva a um caminho perigoso, envolvendo a teia criminosa da família de Lou. O elenco estelar conta ainda com Dave Franco (Depois da Festa), Jena Malone (Jogos Vorazes: Em Chamas) e Ed Harris (Westworld). Ah, e já mencionamos que Kristen Stewart está no filme? Sim? Bem, sempre vale a pena repetir!
Trata-se do filme que acabou de consolidar o cineasta hongkonês Wong Kar-wai como um dos mais emocionantes cineastas a nível mundial, após produções como "Chungking Express" e é também considerado uma das mais influentes no âmbito do Novo Cinema Queer (apesar de ser uma produção externa aos Estados Unidos e ao Reino Unido, considerados os epicentros do movimento). "Happy Together" emprega uma narrativa simples em argumento, mas muito estilizada na sua execução, retratando perfeitamente o cotidiano e natural de uma relação homossexual que luta por sobreviver, sem cair nos melodramas típicos de filmes sobre o tema. "Happy Together" deu a Wong Kar-wai o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes.




