Confira nossas primeiras impressões sobre o filme indicado a Palma de Ouro em Cannes 2025, Sirat.
A Sapatona Galáctica (Lesbian Space Princess) é uma divertida animação australiana premiada com o Teddy no Festival de Cinema de Berlim. A história começa em uma sociedade galáctica utópica onde existem apenas lésbicas, mas a princesa Saira é insegura, sobrecarregada pelas expectativas de suas mães e pela sua incapacidade de invocar sua labrys real, sinal de que amadureceu. Sua vida desmorona quando sua parceira, a caçadora de recompensas Kiki, a abandona. Mas quando Kiki é sequestrada por um grupo de alienígenas, Saira precisa encontrar sua própria força para ir resgatá-la. É um brilhante filme queer coming-of-age sobre autoafirmação, através de piadas que desafiam a heteronormatividade, com simbolismos e brincadeiras que são divertidas tanto pelo seu engenho quanto pela sua obviedade, e um design de arte que vai te lembrar Rick & Morty.
Se você gosta de filmes sobre colonização e conquistas, No Limite do Mundo deve te agradar. Dirigido por Michael Haussman (do interessante Do Not Disturb), o longa-metragem conta a história real do soldado britânico James Brooke. Com uma veia de explorador, ele desafiou a coroa britânica em 1840 para governar um reino maior que a Inglaterra. Assim, numa trama que mistura colonização, piratas, escravidão e algumas imprecisões históricas que merecem discernimento, acompanhamos a jornada desse homem com pinceladas de drama, aventura e ação. Destaque para Jonathan Rhys Meyers (Vikings), que interpreta um James Brooke real e falível, para além da lenda, e Dominic Monaghan, o Merry da saga O Senhor dos Anéis.




