O Discurso do Rei se destaca como um dos melhores dramas históricos pelo equilíbrio entre fidelidade histórica, profundidade emocional e atuações excepcionais. Conta a história real do rei George VI e sua luta para superar uma gagueira severa, desafio pessoal com grandes implicações políticas num momento crucial para o Reino Unido. Com atenção minuciosa aos detalhes — do figurino aos cenários —, o filme transporta o espectador para as décadas de 1930 e 1940. Foi amplamente aclamado e venceu quatro Oscars, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor (Tom Hooper), Melhor Ator (Colin Firth) e Melhor Roteiro Original.
Jeanne du Barry é um drama histórico francês, dirigido e estrelado por Maïwenn (conhecida por O Quinto Elemento), que retrata a história da cortesã e última amante oficial do rei Luís XV (Johnny Depp) da França. O filme acompanha sua trajetória desde a infância, como filha de um criado, até sua ascensão na alta sociedade francesa por meio de sexo, alianças e casamentos estratégicos. Apesar de bem realizado, é um drama bastante convencional que, em sua proposta, convida a comparações pouco favoráveis com Barry Lyndon. Enquanto o clássico de Kubrick consegue ser uma sátira sutil, o filme de Maïwenn se leva excessivamente a sério. Isso, considerando sua representação do gênero feminino e o histórico de seus dois protagonistas, não ajuda e ainda leva a questionar o propósito de contar essa história com tão pouca esperança para sua personagem principal. Você vai curtir se gosta de dramas de época com figurinos deslumbrantes ou se é fã dedicado de Johnny Depp.
As Polacas - Um drama histórico nacional inspirado em fatos reais, que segue a jornada de uma mulher polonesa que foge da perseguição aos judeus e chega ao Brasil em 1917, em busca de seu marido. No Rio de Janeiro, ela se vê vítima do tráfico humano e enfrenta uma dura realidade, longe da vida que imaginava. Estrelado por Valentina Herszage (Ainda Estou Aqui), Caco Ciocler e Otávio Muller, o filme é uma poderosa narrativa feminista que traz à tona questões de resistência e sobrevivência no contexto histórico de uma época turbulenta.
O Jogo da Rainha é um drama histórico dirigido pelo cineasta brasileiro Karim Aïnouz que explora os conflitos enfrentados por Catarina Parr (Alicia Vikander), a sexta e última esposa do rei Henrique VIII (Jude Law), nos derradeiros dias do monarca, cada vez mais delirante e paranoico devido à doença que o levaria à morte. Com fotografia e figurino impecáveis e quase no tom de um drama doméstico, o filme mergulha na tensão vivida por Catarina entre suas aspirações reformistas e o papel de esposa de um rei violento e vingativo, marcado pelo precedente de Ana Bolena. O Jogo da Rainha reforça a importância histórica de Catarina na coroa inglesa, tomando algumas licenças criativas e sem se preocupar tanto em fornecer todo o contexto histórico necessário. Para quem já conhece bem o assunto e aceita essas liberdades narrativas, é um drama envolvente sobre uma faceta pouco explorada da dinastia Tudor no cinema.
Filmes sobre as Grandes Guerras são bem comuns no cinema e, grande parte deles, são bem densos, e difíceis de ver. Em O Menino e a Guerra acompanhamos uma história baseada no livro Waiting For Anya, de Michael Morpurgo, que apesar de dura é bem bonita e esperançosa. Noah Schnapp, o Will de Stranger Things, e Anjelica Houston estrelam esta produção de época. Com uma bela cinematografia, atuações sensíveis e uma trilha sonora muito emocionante, este é um filme sobre uma parte de uma história que já conhecemos que vale a pena revisitar. Não só por trazer uma narrativa pouco conhecida, quanto pela força do roteiro.












