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Bilheteria da Ásia cai 88% no primeiro trimestre

Na Ásia, países observaram uma queda acentuada na venda de ingressos; na China, a bilheteria caiu 97,4% no trimestre inicial de 2020

Matheus Mans   |  
4 de maio de 2020 16:53
- Atualizado em 17 de junho de 2020 12:21

Com a pandemia do novo coronavírus, cinemas da Ásia se viram obrigados a fecharem as portas já no começo de 2020. Agora, o resultado dessa situação fica mais evidente em números. A consultoria S&P Global Market estimou queda de 88% na bilheteria frente ao primeiro trimestre de 2019.

Assim, viu-se uma faturamento no período de apenas US$ 528 milhões entre os meses de janeiro e março, com filmes como ‘Sonic‘ e ‘Aves de Rapina‘.

‘Star Wars: A Ascensão Skywalker’ foi a última grande estreia na China (Crédito: Divulgação/Disney)

Enquanto isso, na China, o tombo foi maior: a bilheteria caiu 97,4% no trimestre inicial de 2020 em comparação com o mesmo período de 2019. Lá, os cinemas até ensaiaram reabertura em março, mas logo desistiram da ideia. Com isso, o último grande lançamento foi ‘Star Wars: A Ascensão Skywalker‘.

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Na Coreia do Sul, que deixou os cinemas decidirem se fechavam ou não, também experimentou uma queda brusca na venda de ingressos para os cinemas. As bilheterias do país asiático faturaram apenas US$ 139,5 milhões nesse primeiro trimestre, com uma queda menos acentuada de 65,3%.

Ásia no cinema

A queda no mercado asiático indica um impacto significativo na indústria do cinema. Afinal, a região Ásia-Pacífico é responsável por uma fatia importante da receita mundial de filmes. A China é o segundo maior território de bilheteria do mundo, com Japão e Coreia do Sul logo atrás.

Além disso, ainda que os cinemas da região estejam reabrindo, não há um indicativo de como será esse período de “retomada”. Afinal, alguns dos países asiáticos estão impondo restrições severas, como vendas de apenas parte dos ingressos por sessão. Na China, a expectativa é de abrir em junho.

Com isso, serão seis meses de cinemas com portas fechadas no gigante asiático e um futuro sombrio. Afinal, mais do que abrir as portas para que o público volte a aproveitar o cinema, é preciso que as pessoas se sintam confortáveis em sentar numa poltrona e comer um grande balde de pipoca.