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13 atores e atrizes que podem ser o próximo James Bond

Muitos nomes já circulam como opções para ser o próximo 007 dos cinemas, mas o número de opções cai bastante quando consideramos os critérios e o tom que devem ser usados no futuro da franquia

12 de outubro de 2021 14:16
- Atualizado em 19 de outubro de 2021 02:48

Com a estreia de ‘007: Sem Tempo para Morrer‘ nos cinemas, Daniel Craig se aposentou do papel de James Bond. Por isso, voltamos àquele momento da cultura pop que é muito particular: a busca pelo próximo agente secreto a serviço de Sua Majestade. Como especulações e candidatos não faltam, vamos, aqui no Filmelier, exercitar a nossa bola de cristal para tentar adiantar quem será o próximo a ostentar nos cinemas a licença para matar.

No entanto, antes de chegar nos nomes, há algumas variáveis que precisam ser consideradas – e que, sim, terão total impacto na decisão de quem será o próximo Bond.

007: Sem Tempo Para Morrer representou a despedida de Daniel Craig do icônico papel de James Bond (Crédito: Divulgação / MGM / Universal Pictures)
‘007: Sem Tempo Para Morrer’ representou a despedida de Daniel Craig do icônico papel (Crédito: Divulgação / MGM / Universal Pictures)

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O primeiro ponto envolve a própria produtora responsável por esses filmes, a EON Productions. Fundada por Albert R. Broccoli e Harry Saltzman em 1961, a empresa se tornou um verdadeiro negócio família – hoje é liderada pelos filhos de Albert, Barbara Broccoli e Michael G. Wilson.

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Isso é importante porque não estamos falando de um grande estúdio, de um conglomerado como a Disney ou algo assim. Se essas empresas já são avessas ao risco, o que dizer de uma companhia que só tem um único (e icônico) produto? Por isso, não espere transformações tão surpreendentes assim.

Por outro lado, historicamente, a EON sabe muito bem acompanhar o que é feito no cinema, principalmente no outro lado do Atlântico, em Hollywood. Nos anos 1970, por exemplo, mandaram o 007 para o espaço em ‘007 Contra o Foguete da Morte‘ por causa do sucesso de ‘Star Wars’. Na década seguinte, a explosão dos heróis de ação deixou o James Bond mais sangrento. O cinema pós-11 de setembro teve impacto significativo na fase de Daniel Craig. Isso para ficar em alguns exemplos.

O reflexo disso é claro: os produtores estão de olho nos sentimentos da sociedade mundial e em movimentos como o #MeToo, #BlackLivesMatter, #OscarsSoWhite e o Time’s Up. Tudo isso terá, sim, impacto na escalação dos próximos atores e atrizes da franquia.

Aliás, já teve nos últimos longas: Felix Leiter e Moneypenny são, agora, negros – interpretados por Jeffrey Wright e Naomie Harris, respectivamente.

Na última versão, o agente Felix Leiter foi interpretado por Jeffrey Wright (Crédito: Divulgação / MGM / Universal Pictures)
Na última versão, o agente Felix Leiter foi interpretado por Jeffrey Wright (Crédito: Divulgação / MGM / Universal Pictures)

Quer dizer que o próximo Bond será uma mulher negra? É possível. Porém, como visto, a EON nunca faria essa mudança tão brusca se não houvesse uma forma de manter a base do personagem, o que faz dele quem é, intacta. Veja que ‘007: Sem Tempo para Morrer’ já joga com essa possibilidade: James Bond é substituído por Nomi (Lashana Lynch) no posto de 007. Isso certamente está ali como balão de ensaio.

Porém, se estivéssemos em um jogo de roleta no cassino e eu contasse com apenas uma ficha, apostaria que o próximo James Bond será ainda um homem.

As regras não escritas

Independente das variáveis de cada era, existem algumas regrinhas não escritas sobre quem pode assumir a identidade do protagonista da franquia mais longeva do cinema mundial.

A mais importante delas é que o ator (ou atriz) precisa ser da Grã Bretanha ou da Irlanda. James Bond é, hoje, um patrimônio cultural do Reino Unido, tão importante quanto a rainha, o Big Ben e o fish and chips. Colocar um americano no papel causaria uma repercussão negativa da imprensa local (que já é muito voraz) que seria difícil de suportar. Ainda mais se trocarem outras variáveis – como etnia e gênero.

Vale lembrar que, até hoje, apenas um não-britânico/irlandês assumiu o papel: George Lazenby, um australiano que esteve presente em apenas um filme, ‘007 a Serviço Secreto de Sua Majestade‘. Na época, a imprensa detonou a escalação. Ainda que essa experiência tenha sido, finalmente, superada em ‘Sem Tempo para Morrer’, não parece o momento de mexer nesse vespeiro de forma mais profunda.

George Lazenby foi o ponto fora da curva na escolha do James Bond: não funcionou (Crédito: divulgação / UA / MGM)
George Lazenby foi o ponto fora da curva na escolha do 007: não funcionou (Crédito: divulgação / UA / MGM)

Outro ponto importante a ser levado em conta é a idade. Normalmente, a EON escala o protagonista da franquia pensando em explorá-lo no papel por cerca de dez, 15 anos. Foi o que aconteceu com Daniel Craig: ele ficou uma década e meia como James Bond. O anterior, Pierce Brosnan, ficou menos tempo – ainda assim, foram oito anos.

Por isso, fica impossível pensar na escalação de alguém que tenha, hoje, mais de 40 anos. Digo mais: pensando que temos mais uns três ou quatro anos antes do próximo lançamento da série, alguém por volta dos 35 parece ser a escolha perfeita. Craig tinha 37 quanto foi contratado para o papel, por exemplo. Já Brosnan tinha 41.

Alguém pode lembrar, neste momento, que Roger Moore tinha 58 anos quando deixou o espião, em ‘007: Na Mira dos Assassinos‘. Porém, naquela época, o cinema era muito menos físico – e os produtores se tornaram, de certa forma, reféns do absurdo sucesso do ator no personagem.

Para ajudar ainda mais a diminuir o número de opções, é quase impossível que a EON contrate um ator que já tenha o seu rosto extremamente vinculado a um outro personagem. Lembre-se: esta é uma companhia familiar, e alguém olhar para o 007 e ver o Capitão América, o Superman ou o Homem-Aranha é um risco substancial que seria difícil assumir.

Não é por menos que, até hoje, apenas um protagonista da cinessérie tinha um papel de sucesso absoluto antes de ser James Bond: Roger Moore havia estrelado a série ‘O Santo’ – sucesso na TV, mas sem a mesma dimensão do cinema da época. De resto, todos os outros atores tinham sim papeis de destaque no currículo, claro, mas não haviam vinculado o seu rosto a nenhum personagem icônico da cultura pop.

Por último, mas não menos importante: tem que ser alguém que fique bem de terno, com uma vodca Martini em uma mão e uma Walther PPK na outra.

O tom dos próximos filmes

Outro ponto que terá importância clara na escolha do próximo 007 é o tom que a EON quer dar a essas produções. Daniel Craig, por exemplo, vinha de papeis dramáticos, o que se encaixava com a ideia da produtora Barbara Broccoli de ter um Bond com mais camadas e nuances de interpretação.

O sucesso da Marvel Studios e das grandes franquias deve influência a próxima fase de James Bond (Crédito: Divulgação / Disney)
O sucesso da Marvel Studios e das grandes franquias deve influência a próxima fase de James Bond (Crédito: Divulgação / Disney)

Acontece que, da escalação de Craig para cá, o cinema já mudou bastante – muito por causa da mudança de comportamento das pessoas e pelo advento do streaming. Hoje, os estúdios buscam a construção de universos estendidos complexos, ao estilo Marvel Studios, que possam manter o público ainda com interesse de sair de casa ir até as salas de exibição.

Ainda que a fase de Craig tenha se concretizado em um grande arco com começo, meio e fim, há muito o que a franquia explorar nesse sentido – de espetáculo, mesmo.

A recente compra da MGM, estúdio da franquia, pela Amazon pode ajudar nisso. Ainda que Broccoli tenha garantido que os longas do agente secreto continuarão nos cinemas, nada impede séries derivadas desse novo universo compartilhado saindo direto na plataforma Prime Video. Ou até mesmo produções de cinema estreladas por outros personagens da franquia.

Uma minissérie sobre o Q? Um filme derivado com Felix Leiter? As origens do vilão Blofeld contados em várias temporadas de uma série? O céu e o limite – e, agora, tem o cofre da Amazon para financiar essa brincadeira.

O novo Bond, então, teria que ser alguém carismático, que topasse um acordo com múltiplas produções e, o mais importante, ajudasse a costurar tudo isso. Inclusive, é possível imaginar que a necessidade dessa construção diminua o apetite ao risco na escolha do próximo protagonista.

Os nossos candidatos a James Bond

Depois desse enorme preâmbulo, vamos às nossas apostas para o próximo James Bond – levando, dessa forma, todas essas variáveis já citadas, que acabam excluindo alguns nomes queridinhos do público brasileiro, como Idris Elba, Henry Cavill e Tom Hardy.

Dev Patel

Dev Patel em ‘Lion, Uma Jornada para Casa’ (Crédito: Divulgação / Diamond Films)

Esta seria a opção menos arriscada entre as apostas mais arriscadas. Nascido em Londres de pais indianos, ele manteria a origem britânica – porém, com uma importante mudança em termos de representatividade.

Isso sem mencionar que Dev Patel já é reconhecido como um grande ator por filmes como ‘Quem Quer Ser Um Milionário?‘ e ‘Lion, Uma Jornada para Casa‘, mas não tem o seu rosto ligado a um personagem de extremo sucesso.

Seria uma grande mudança para o personagem, mas sem correr grandes riscos.

Regé-Jean Page

 Regé-Jean Page no primeiro episódio de 'Brigerton' (Crédito: Divulgação / Netflix)
Regé-Jean Page no primeiro episódio de ‘Brigerton’ (Crédito: Divulgação / Netflix)

Além de ficar ótimo de terno, Regé-Jean Page é um ator que já mostrou o seu talento em séries como ‘Bridgerton’, da Netflix. Além disso, é formado na ótima escola de teatro inglesa, ganhando pontos.

Em termos de representatividade, por mais que seja natural de Londres, é filho de uma enfermeira do Zimbábue, onde passou parte da infância.

Por fim, o rosto extremamente marcante ajudaria a colocá-lo rapidamente no imaginário popular – facilitando nas aparições especiais em outras produções derivadas da franquia.

James Norton

James Norton com traje de gala em ‘McMafia’ (Crédito: Divulgação / BBC)

Já James Norton entra nas escolhas mais óbvias para o próximo James Bond. Também natural de Londres, é formado em Cambridge e cursou Artes Dramáticas na Academia Real.

Além de papéis no teatro londrino, Norton ficou conhecido por produções para a TV britânica como ‘Happy Valley’ e ‘McMafia’, o que ajudaria a ganhar a imprensa de seu país natal.

A cereja do bolo é que, de acordo com The Sun, Norton teria tido reuniões “secretas” com Barbara Broccoli. Será?

Daniel Kaluuya

Daniel Kaluuya em ‘Pantera Negra’ (Crédito: Divulgação / Disney)

O caso de Daniel Kaluuya é parecido com o de Dev Patel: um ator reconhecido por grandes trabalhos no cinema e TV, mas sem ter o seu rosto vinculado a um personagem específico. Há, ainda, um bônus: a presença de um Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (por ‘Judas e o Messias Negro‘) em sua estante da sala.

Outro ponto positivo para Kaluuya é que ele já tem, em seu currículo, interessantes papéis em thrillers e filmes de ação, como ‘Sicário: Terra de Ninguém‘, ‘Pantera Negra‘ e ‘Inimigos de Sangue’.

Por outro lado, o ator é “baixinho” para o que se espera do papel: tem apenas 1,74m, quatro centímetros a menos que Daniel Craig – que já foi o mais baixo a interpretar Bond.

Phoebe Waller-Bridge

Além de estar em ‘Fleabag’, Phoebe Waller-Bridge também foi co-roteirista de ‘007: Sem Tempo Para Morrer’ (Crédito: Divulgação / Amazon)

Primeira aposta mais ousada dessa lista. Pelos motivos listados, parece difícil uma mudança no gênero de James Bond, ao menos por agora. Porém, se isso acontecer, Phoebe Waller-Bridge (de ‘Fleabeg’) já está na lista de espera.

É normal que a EON se envolva com atores com quem já teve algum contato no passado – Roger Moore foi considerado para ‘007 Contra o Satânico Dr. No‘, enquanto Pierce Brosnan esteve no set de um dos filmes anteriores acompanhando a então esposa, Cassandra Harris.

Já Waller-Bridge trabalhou em ‘007: Sem Tempo Para Morrer’ como co-roteirista, ajudando a melhorar a história com o seu humor britânico afinado, entre outras coisas. Na função de protagonista, ela poderia colaborar ainda mais com as histórias.

Como atriz, ela tem uma sólida carreira nos teatros de West End – e, em termos de filmes de ação e aventura, vai estar no próximo capítulo da franquia ‘Indiana Jones’, que pode ser um grande teste para ser a próxima Bond.

Vanessa Kirby

Vanessa Kirby em ‘Missão: Impossível – Efeito Fallout’ (Crédito: divulgação / Paramount Pictures)

Você não verá Vanessa Kirby nas apostas habituais para ser a próxima James Bond – porém, isso não quer dizer que ela seja carta fora do baralho. A atriz não só exala todo o charme do personagem, como tem uma expressão em cena que certamente manteria a mesma linha da fase de Daniel Craig.

Também londrina, a atriz é reconhecida por produções como ‘Pieces of a Woman‘ e ‘The Crown’, o que ajudaria na carga dramática para um novo 007. No mundo da ação, Kirby esteve presente em ‘Missão: Impossível – Efeito Fallout‘ e estará no próximo longa da franquia de Tom Cruise, que tem as suas inspirações no universo do Bond.

Se uma mudança de gênero estiver nos planos da EON, Vanessa Kirby parece ser uma escolha segura dentro de um tema tão polêmico.

Richard Madden

Richard Madden é o protagonista da minissérie ‘Bodyguard’ (Crédito: divulgação / ITV)

Dentro das opções mais seguras, Richard Madden parece cumprir vários requisitos. É escocês – terra de Sean Connery e estabelecido como país natal do Bond em ‘007: Operação Skyfall‘ – e tem um rosto com expressão marcante e queixo quadrado.

Em complemento, o ator de 35 anos tem uma sólida experiência em West End e acumula interessantes papéis em produções de ação mais dramáticas – como ‘1917‘, ‘Game of Thrones’ e ‘Bodyguard’ (também conhecida como ‘Segurança em Jogo’).

Tem cara de que pode, sim, ser o James Bond da “geração Marvel”.

Taron Egerton

Taron Egerton como agente secreto em ‘Kingsman: O Círculo Dourado’ (Crédito: divulgação / 20th Century)

Outro nome que não tem aparecido nas listas de apostas de outros veículos, Taron Egerton tem atributos para ser o próximo James Bond. Inglês e com apenas 31 anos, garantiria uma continuidade boa para a franquia. Além disso, tem um equilíbrio interessante: formado pelo teatro de seu país natal, estrelou ‘Rocketman‘ e também a franquia ‘Kingsman‘ – essa última justamente uma paródia dos filmes de espião.

Vale ressaltar que esse é outro “baixinho” da lista: o ator tem 1,75m.

Riz Ahmed

Riz Ahmed em ação no primeiro ‘Venom’ (Crédito: divulgação / Sony Pictures)

A escolha de Riz Ahmed entraria na linha de Dev Patel e Regé-Jean Page – ou seja, um inglês que poderia agregar mais representatividade ao icônico papel. De ascendência paquistanesa, Ahmed também é rapper, tem uma forte consciência política e experiência em thrillers e filmes de ação – como ‘Jason Bourne‘, ‘Rogue One: Uma História Star Wars‘ e ‘Venom‘.

Talvez aqui o medo da EON seja com a imprensa britânica, que, além de tudo, exige um James Bond com um físico bastante trabalhado. Nada que não possa ser resolvido com um atividade intensa na academia…

O que não tem muita solução é a altura. Ahmed é o homem mais baixo da nossa lista de opção, com “apenas” 1,72m.

Jonathan Bailey

Jonathan Bailey atuando na série ‘Bridgerton’ (Crédito: divulgação / Netflix)

Mais uma cria um ótimo teatro inglês para a nossa lista de opções, Jonathan Bailey é reconhecido pela série ‘Bridgerton’, da Netflix, onde – para muitos – roubou a cena. Além disso, ele é figurinha comum nas produções da BBC, tendo participado de ‘Leonardo’ e ‘Doctor Who’, por exemplo.

Gay assumido, Bailey certamente seria um passo importante em termos de representatividade dentro da franquia. Ben Whishaw, interprete do Q nos longas mais recentes, já deu o seu voto de apoio público ao colega.

Lashana Lynch

Lashana Lynch como a nova 007 em ‘Sem Tempo Para Morrer’ (Crédito: Divulgação / MGM / Universal Pictures)

Em ‘Sem Tempo Para Morrer’, Lashana Lynch interpreta Nomi – uma nova agente que assumiu a designação 007 após a aposentadoria de James Bond, ainda no começo da história.

Mesmo que o fato sirva a um propósito dentro do enredo, claramente também foi feito como um balão de ensaio para uma drástica mudança no gênero do protagonista em futuras produções. Até por isso, por já ter sido (ainda que com outro nome) escalada para o papel, Lynch tem chances. Quer dizer, não só por isso, não: ela está muito bem em cena.

Outro ponto a considerar é que há uma chance, ainda que remota, da EON não fazer um grande reboot da franquia, mas sim continuar a história daquele universo com uma nova 007 que simplesmente não é James Bond. Se for isso, bom, já temos uma pessoa ocupando o posto.

Dan Stevens

Dam Stevens em ‘ ‘Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars’ (Crédito: Divulgação / Netflix)

Dan Stevens é mais um caso de ator reconhecido pelo público, mas sem já ter o seu rosco fortemente ligado a um grande ícone da cultura pop. Afinal, o ator lodrino se tornou famoso pelo papel de Matthew Crawley na série ‘Downton Abbey’. Nos filmes, ele deu vida para a Fera do remake live-action da Disney para ‘A Bela e a Fera‘ e mostrou o seu lado mais humorístico em ‘Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars‘, da Netflix, e também em ‘Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba’.

Em termos de ação, Stevens protagonizou a série ‘Legion’, baseada nas HQs dos X-Men.

Assim como seus outros colegas ingleses, o ator tem muita experiência em teatro – seja no West End ou na Broadway. O seu grande diferencial é a voz: além do óbvio sotaque londrino, Stevens tem uma vozerio que é, ao mesmo tempo, forte e marcante, por assim dizer. Não é por menos que ele é figurinha repetida em audiodramas, audiobooks e também canta – como vimos em ‘A Bela e a ferra’ e em ‘Festival Eurovision da Canção’.

Isso daria toda uma nova dimensão para a famosa fala “Bond, James Bond”.

Sam Heughan

Sam Heughan já foi um agente secreto em ‘Meu Ex é um Espião’ (Crédito: divulgação / Paris Filmes)

Para fechar, outro escocês para a nossa lista. Sam Heughan talvez esteja um pouco além do limite de idade para começar a interpretar James Bond – o ator tem, hoje, 41 anos. Por outro lado, ele tem experiência no papel de agente secreto, na comédia ‘Meu Ex é um Espião’.

Fora disso, Heughan é protagonista da série ‘Outlander’ e, recentemente, mostrou o seu lado de ação em ‘Bloodshot‘ e em ‘Ascensão do Cisne Negro‘, esse último lançado pela Netflix.

Com longa experiência nos palcos de Glasgow, Manchester e West End, Heughan parece ser uma escolha interessante: tem o porte para ser Bond, experiência e pode agregar na carga dramática, como Daniel Craig fez. Por tudo isso, seria uma escolha “cômoda” para a EON, digamos assim.

O próprio ator já percebeu isso, aliás: recentemente, ele próprio divulgou um vídeo onde, com a ajuda do Reface App, “substitui” Roger Moore no papel.

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