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Warner Bros. adia estreias de ‘Tenet’ e ‘Mulher-Maravilha 1984’

Estúdio acompanha os desdobramentos da pandemia para poder retomar o lançamento de filmes nos cinemas

13 de junho de 2020 11:18

A pandemia da covid-19, doença causada pelo SARS-CoV-2 (o novo coronavírus), continua tendo impacto para os grandes estúdios. Com os cinemas fechados em boa parte do mundo e com planos de retomada das economias colocando a volta dos exibidores como um dos últimos estágios, a Warner Bros. se viu obrigada a, mais uma vez, adiar o lançamento de seus filmes.

‘Tenet’, o próximo filme de Christopher Nolan (de ‘Batman: O Cavaleiro das Trevas‘) e que pretende ser inovador em seu roteiro, teve a estreia nos cinemas dos EUA adiada de 17 de julho para o dia 31 do mesmo mês – duas semanas de diferença.

Já ‘Mulher-Maravilha 1984’ saiu de 14 de agosto e foi para 2 de outubro. Vale lembrar que, originalmente, a heroína da DC chegaria aos cinemas agora em junho.

Gal Gadot e Patty Jenkins divulgando ‘Mulher-Maravilha 1984’ na CCXP: na época, o lançamento era previsto para junho (crédito: divulgação / CCXP / Vans Bumbeers)

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Agora, com as mudanças, o primeiro blockbuster programado para estrear após o começo da pandemia é da Disney: ‘Mulan’, a versão live action da animação. Nos EUA, a estreia está prevista para 24 de julho.

E no Brasil?

Vale lembrar que essas datas são relativas ao mercado dos Estados Unidos. A Warner Bros. no Brasil ainda não divulgou novos dias para o nosso País.

Há duas questões que envolvem a realização dessas datas por aqui. A primeira é justamente a retomada das atividades dos exibidores. Ainda que projetos de cinemas drive-in estejam acontecendo, as salas tradicionais de Rio e São Paulo devem começar a abrir (se tudo der certo) entre final de julho e começo de abril – como apontam os planos da “nova quarentena” em ambas as cidades.

Isso, claro, se outros critérios levados em conta pelas autoridades não piorem, como número de casos e ocupação de UTIs.

Além disso, nesse “novo normal”, as salas terão capacidade reduzida. Fora o desafio de convencer muitos consumidores a saírem de casa e ficarem fechados em uma sala por duas horas, usando máscara, ao lado (mesmo que distantes) de desconhecidos. Não há ainda uma vacina para a doença e o perigo do contágio continua.

Muda isso, sem dúvida, será um “twist plot”, uma virada de roteiro, maior do que qualquer uma já realizada por Christopher Nolan.